O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi derrotado, nesta terça-feira (06), numa votação unânime, onde cinco desembargadores não aceitaram os recursos da defesa para que Lula fosse favorecido com um habeas corpus. Irritado, o petista comentou a decisão dos ministros e fez várias ameças através das redes sociais. O general da brigada, Paulo Chagas, também postou um desabafo em seu perfil no Facebook rebatendo as mentiras do líder do PT, chamando-o de "ladrão que enganou a maioria da Nação".

Lula começou os ataques afirmando que os seus julgadores deverão arcar com o peso de sua prisão, pois segundo o petista, ele foi o melhor presidente que o Brasil já teve e no momento, está em primeiro nas pesquisas.

O ex-presidente ressaltou que não vai fugir do país como alguns pensam e disse que irá para sua casa, pois é brasileiro e sabe tudo que fez por esse país.

Num desabafo, também pelas redes sociais, o general Paulo Chagas se revoltou e proferiu duros ataques contra o petista. De acordo com Chagas, Lula não tem ética e nem moral e não deixa de ser um bandido mentiroso e corrupto.

Segundo o militar, o petista só sabe fazer discursos grosseiros e incoerentes e profere ilusões que acabam enganando certa parte da população brasileira.

Para o general [VIDEO], é vergonhoso saber que tem tantas pessoas que ainda caem no discurso do condenado. “São pessoas que idolatram falsos profetas e se iludem com promessas”, declarou.

Supremo

Com seu habeas corpus negado pelo STJ, a esperança de Lula e dos petistas está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF).

Condenado a 12 anos e 1 mês de prisão, o ex-presidente aguarda a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que negando o último recurso da defesa pode liberar o juiz Sérgio Moro [VIDEO] para proferir a execução provisória penal do petista.

O grande entrave sofrido pelo PT é que na Corte, a presidente Cármen Lúcia não pretende colocar na pauta um novo entendimento sobre o cumprimento da prisão após condenação em segunda instância.

Fachin

O ministro Edson Fachin até poderia forçar a sessão do Plenário para que fosse votado o habeas corpus de Lula, pulando a decisão de Cármen Lúcia. Mas ele não quer fazer isso. Primeiro, ele aguada a ministra colocar na pauta o novo entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância.

A pressão na Corte é muito grande. O novo advogado de Lula, Sepúlveda Pertence, chegou a dizer que o Supremo deveria realizar um novo julgamento sobre esse entendimento.