Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO], ex-presidente e candidato à presidência pelo PT (Partido dos Trabalhadores), foi condenado por unanimidade a 12 anos de prisão por corrupção no dia 24 de janeiro desse ano, mas o fato dele ter sido condenado ainda não o levou para a prisão.

Lula foi condenado com as seguintes penas:

Corrupção passiva - levando 8 anos e 4 meses

Lavagem de dinheiro - 3 anos e 9 meses

Multa - 1.400 salários mínimos (cerca de R$ 1 milhão)

O ex-presidente do Brasil recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para cuidar do seu caso. O mesmo acabou perdendo habeas corpus no STJ por 5 votos a 0 no dia 6 de março.

O STJ negou o pedido de liberdade antecipada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava correndo o risco de ser preso após o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) julgar os recursos apresentados por sua defesa, o que o levaria fora das eleições presidenciais deste ano com a condenação.

O ex-presidente afirmou nesta sexta feira, dia 16 de março, que se realmente for preso será um preso político.

"Tenho certeza que, se eles ousarem mandar me prender, eles estarão cometendo a maior barbárie jurídica desse país porque estarão me transformando no primeiro preso político do século 21 aqui".

Lula recorreu ao STF, que, pela Justiça, o mesmo poderia. Os ministros do Supremo Tribunal formularam com a curadoria do ex-ministro da Corte e atual advogado de Lula [VIDEO], uma maneira de reverter a autorização de que Lula cumpra sua pena após sua condenação na segunda instância da Justiça.

Os ministros encontram um método para tentar reverter autorizações para prisões após condenação por colegiado na 2ª instância.

O plano se mostrou necessário por conta da resistência da presidente do STF, Carmén Lúcia, em levar o julgamento de habeas corpus de Lula que visa impedir sua prisão após o encerramento do processo do caso tríplex do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

A possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguir um habeas corpus para evitar o início do cumprimento da pena são maiores no STF, dizem ministros das cortes superiores.

Um ministro avalia que, dada a perspectiva de o caso parar no STF, é provável que os magistrados deixem para a corte suprema a decisão de conceder liberdade ao ex-presidente.

Entretanto, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta sexta-feira, dia 16 de março, os novos pedidos da defesa de Lula e afirmou que não irá levar em mesa o habeas corpus do petista.