O jornal "El País" afirmou em reportagem especial que o assassinato da vereadora do Rio de janeiro, Marielle Franco, 38 anos, do PSOL, reativou as ruas e desafiou a intervenção federal do presidente Michel Temer (MDB). O periódico espanhol destacou as multidões que se reuniram em São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras em homenagem à vereadora [VIDEO] esquerdista que foi eleita pela primeira vez com mais de 46 mil votos.

Com a #MariellePresente, as redes sociais ficaram movimentadas nesta quinta-feira (15) quando o corpo da vereadora Marielle Franco [VIDEO] foi velado e sepultado. Embora tenha gerado comoção em todo o País e homenagens de todas as esferas política, inclusive conservadores e direita, a morte da política chamou a atenção da imprensa para a esquerda brasileira, que, de certa forma, acaba saindo fortalecida em sua luta.

O grito "Marielle Presente" estava sendo ecoado em diversos pontos do Brasil no dia de ontem e deverá seguir por todos os dias, principalmente porque estamos em um ano de eleições para a escolha do novo presidente, senadores e deputados federais e estaduais.

O "El País" destaca ainda em sua reportagem a origem da vereadora do PSOL, chamando a atenção para o fato da política ser negra e nascida e criada no Complexo da Maré. O jornal ainda lembra que ela foi mãe aos 18 anos e sempre lutou como ativista pelos direitos humanos, além do fato de ter sido a quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro.

Luto coletivo

O assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Pedro Gomes, na noite de quarta-feira (14), gerou uma onda de luto, além de indignação coletivas nas ruas do Brasil.

No centro do Rio de Janeiro, por exemplo, milhares de manifestantes marcharam pela avenida Rio Branco e na Cinelândia para homenagear Marielle e reforçar que irão dar continuidade às bandeiras defendidas pela política.

Entre as bandeiras que serão defendidas com o Movimento "Marielle Presente" está a exigência do fim da intervenção federal no Estado do Rio, além do fim da guerra contra as drogas que acontece nas favelas e periferias cariocas vitimizando milhares de jovens negros todos os anos. O movimento ainda promete lutar para o fim do racismo e do machismo institucional instado no Brasil, segundo informa a reportagem do "El País".

Após a morte da vereadora, a esquerda passa a ganhar um outro olhar da grande mídia e atrair novos militantes com os mesmo ideais. Somando-se a esse fato, a provável prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também deverá movimentar as discussões em torno da esquerda no Brasil