Logo após a divulgação da notícia de que o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, havia autorizado a quebra do sigilo bancário do presidente Michel Temer (MDB), o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun [VIDEO], convocou uma entrevista coletiva para falar sobre o caso.

Saindo em defesa de Temer, Marun afirmou que o governo considera a medida “completamente indevida”, afirmando que o inquérito não possui “base fática” para justificar “uma medida como essa”. O ministro também afirmou que Temer está “contrariado e indignado” com a decisão do relator do inquérito no STF, mas que “não tem nada a esconder” e que irá divulgar seus extratos.

Além da entrevista de Marun, o governo também emitiu uma nota onde Temer diz que irá oferecer “acesso total” à imprensa a seus extratos bancários durante o período investigado pelo inquérito. Temer nega ter realizado qualquer tratativa para beneficiar empresas durante o chamado “Decreto dos Portos”, afirmando que também não autorizou ninguém a lidar com o caso em seu nome.

As investigações sobre um suposto envolvimento de Temer em irregularidades no decreto que beneficiariam a empresa Rodrimar S/A surgiram após a delação premiada dos executivos da empresa JBS. Antigo homem de confiança de Temer, o ex-Deputado Federal Rodrigo Rocha Loures é apontado como intermediário do presidente nas negociações que resultaram em benefícios no decreto em troca de propinas supostamente pagas pela empresa que atua no porto de Santos-SP.