A situação torna-se a cada dia mais dramática, em se tratando do desfecho do julgamento do habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] impetrado pela defesa do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva. Vale ressaltar que o julgamento na mais alta instância de Justiça do Poder Judiciário está agendado para a próxima quarta-feira (4), em Brasília, Distrito Federal.

Entretanto, um novo episódio pode acarretar ainda mais polêmica, em se tratando da decisão a ser tomada pela Suprema Corte brasileira. Trata-se de todo o "alvoroço" causado nos meios militares, que podem "incendiar" as casernas, se uma decisão favorável ao ex-presidente Lula vier a ser determinada.

Alta 'tensão' nas casernas militares

Um dos principais fatores que vem causando "tensão" nas casernas e nos meios militares trata-se da insegurança jurídica que poderá se estender a todo o País, se vier uma solução no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que acabe contemplando aos anseios da defesa do ex-presidente Lula,

Um claro exemplo de que os militares não estão alheios à situação crítica em que se encontra a atual conjuntura do País e que todos os "olhos" estão voltados para a próxima quarta-feira é que um dos maiores expoentes do Exército brasileiro, general Antonio Hamilton Martins Mourão, se manifestou enfaticamente sobre o julgamento de Lula.

O militar afirmou, de modo categórico, que "se sentiu envergonhado" ao ver a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 22 de março, que culminou na concessão de uma liminar para que o ex-presidente Lula não fosse preso, até que seja definida a votação em relação à análise de seu habeas corpus.

Mourão foi ainda mais longe ao delinear que a "linguagem empolada, covardia moral e falta de espírito público", tornaram-se presentes durante a decisão tomada pela Suprema Corte, como forma de ludibriar os brasileiros.

Porém, novas manifestações por parte de militares proliferaram nas redes sociais, como, por exemplo, o general Luiz Eduardo Rocha Paiva, que foi taxativo ao considerar que após a deflagração do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, alguns ministros do Supremo passaram a dificultar o andamento das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, principalmente em se tratando de figuras do MDB (antigo PMDB) e também do PSDB, como comumente são acusados pela população.