É fato que políticos e dirigentes governamentais corruptos existem desde que o mundo é mundo, não respeitando fronteiras, nacionalidades ou as populações menos afortunadas dos seus respectivos países.

A diferença nesses casos para o quadro caótico de Corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas que reina no Brasil é que conforme alguns críticos e comentaristas especializados no assunto, nas outras nações nem a Justiça e nem o povo dorme no sentido de deixar de punir, cassar ou no mínimo, impor a renúncia de tais bandidos de colarinho branco.

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O exemplo mais recente vem da Grécia, pequenino país, localizado no Sudeste da Europa, [VIDEO]que é mais conhecido pela história e beleza milenares, sendo que, mais recentemente, veio à tona em função da crise econômica que encara bravamente.

Ninguém mais, ninguém menos do que Dimitri Papadimitriou, ministro da pasta de Economia e do Desenvolvimento da Grécia, foi impelido a renunciar ao cargo menos de um dia depois da sua esposa, que era vice-ministra do Trabalho, anunciar que também ela se demitia depois que um periódico grego veiculou o furo de reportagem, de que a política mesmo sendo uma ricaça, usufruía de Auxílio-moradia.

Um dos assessores de Papadimitriou disse na última terça-feira (27), que o ex-ministro havia entregue a sua carta de demissão a Aléxis Tsipras, 1º ministro grego, [VIDEO] na noite anterior, alegando "razões de sensibilidade política" pela renúncia, de acordo com o que foi revelado pela agência de notícias "Reuters".

O 1º ministro da Grécia não hesitou em aceitar a renúncia de Papadimitriou, lhe agradecendo pelo tempo de serviço prestado ao país helênico.

Rania Antonopoulou, que é a esposa de Papadimitriou, renunciou na mesma noite, depois que foi execrada pela fúria da população local, uma vez que os gregos ficaram sabendo que a mulher recebia auxílio-moradia, muito embora seja dona de uma grande fortuna.

A Grécia sofre com uma severa crise econômica já há alguns anos, e muito embora não exista impeditivo legal para que Rania deixasse de receber os subsídios, no que diz respeito ao aspecto ético da situação em si, os gregos consideraram simplesmente um ultraje que isso continuasse acontecendo.

A partir de 2015, Rania Antonopoulou se tornou a vice-ministra do Trabalho, se focando no grave assunto do desemprego na Grécia, daí ela ter direito assegurado ao auxílio-moradia, uma vez que veio com o marido de Nova York para compor o governo de Tsipras.

Entretanto no domingo, 25 de fevereiro, o jornal "Proto Thema", que é aliado dos opositores políticos gregos, falou sobre o benefício daquele a quem se referiu como sendo o "casal mais rico do governo".

Papadimitriou e Raina moravam há 23 meses em um apartamento de Atenas, frisando que até o mês de agosto de 2017, Rania recebeu 23 mil euros pelo benefício, o que equivale a cerca de R$ 91,3 mil. A ex-vice-ministra assegurou que devolverá o dinheiro, mesmo alegando que não cometeu nenhum crime.

Rania disse oficialmente à imprensa que não quis tripudiar sobre o sentimento do povo grego, ainda mais sendo uma política rica, e que ela se sensibilizava com a situação financeira do país, daí a entrega de sua renúncia.

Os jornalistas helênicos mostraram que na declaração de renda do marido e da mulher, havia o recebimento de 450 mil euros de renda no ano de 2015 (algo em torno de R$ 1,7 milhão), bem como, o depósito de mais meio milhão de euros (equivalendo a R$ 1,9 milhão) em vários bancos da Grécia. [VIDEO] Isso sem contar as propriedades e ações tanto na Grécia, quanto em outros países, pertencentes ao casal político.

Dimitris Tzanakopoulos, que é o porta-voz do governo de Tsipras, falou a uma rádio local, reforçando que o 1º ministro Aléxis Tsipras considerou inadequado se aproveitar do auxílio-moradia, tanto é assim que o mesmo Tsipras cortou o benefício de integrantes de sua gestão que não pertencessem ao Parlamento.