Uma das grandes curiosidades que já cercam as eleições presidenciais, marcadas para o segundo semestre de 2018, é sobre quem o governo liderado por Michel Temer vai apoiar. Até agora, o presidente se mantém irredutível em cumprir aquilo que já prometeu lá atrás: não vai se candidatar para tentar a reeleição.

Com o passar dos meses, novos nomes despontam como postulantes à cadeira mais importante do Executivo brasileiro. E um dos principais aliados de Temer, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, dá pistas de qual candidatura contará com o apoio do Palácio do Planalto.

A candidatura de Rodrigo maia, presidente da Câmara dos Deputados (DEM-RJ), é vista com bons olhos pelo governo Temer, nas palavras de Marun.

No mesmo passo, a possibilidade da entrada de Henrique Meirelles na corrida eleitoral também "prende" o Planalto, já que ele compõe o ministério sendo o titular da importante pasta da Fazenda.

Com duas prováveis candidaturas de base governista, ficará em segundo plano um eventual apoio de Temer à chapa encabeçada por Geraldo Alckmin, do PSDB, que deverá tentar pela segunda vez a presidência da República. Em 2006, na sua primeira tentativa, acabou derrotado em segundo turno pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula. Ali, o petista iniciava o seu segundo mandato.

"Neste momento, já que a base do governo tem praticamente duas pré-candidaturas estabelecidas, fica um pouco mais distante a possibilidade de apoio a Alckmin", resumiu Marun nesta quinta-feira, 8.

Por outro lado, Marun fez questão de fazer elogios às propostas de Alckmin e disse que o PSDB também tem uma agenda que prega a necessidade de reformas.

O governo [VIDEO] Temer, ao longo do tempo, defendeu prioritariamente as reformas da Previdência e trabalhista.

"O governador Alckmin é o presidente do PSDB, que atualmente não integra a nossa base de governo. No entanto, eles também apresentam uma agenda reformista. Eu defendo que os partidos da base possam caminhar juntos e unidos nestas eleições", acrescentou.

Marun ainda comentou o fato de que líderes do MDB, partido governante, tenham estado na convenção do DEM que oficializou a pré-candidatura de Rodrigo Maia à presidência.

"Parabenizei o Maia pela candidatura. É a candidatura de um dos membros de um partido que integra a nossa base de governo. Respeitamos e continuamos com o pensamento de que se marcharmos juntos teremos mais chances de sucesso no futuro", projetou.

Temer não participa das eleições, garante ministro

Marun se mostrou categórico ao cravar que o presidente Michel Temer não será uma das opções de voto aos brasileiros, no segundo semestre deste ano. O ministro disse que Temer manterá a postura que vem tendo até agora, em diversos pronunciamentos e entrevistas, que é de garantir que não tentará a reeleição.

"Esta é a posição nossa já conhecida e a posição que vamos continuar adotando. O presidente Michel Temer não é candidato e também não é pré-candidato", prometeu Marun.

A própria impopularidade do governo Temer, que atingiu níveis históricos no segundo semestre do ano passado, impede o presidente de tentar voos mais altos. O MDB, então, deverá aguardar até maio para ver quem apoiará, tendo Rodrigo Maia [VIDEO], do DEM, como o principal favorito para o apoio.

"O nosso governo poderá, sim, vir apoiar a chapa de Rodrigo Maia, mas estamos vendo essa candidatura com o mesmo respeito que temos pela possibilidade da candidatura de Henrique Meirelles", disse Marun. O ministro, nesta mesma linha, não chegou a descartar que uma chapa própria do MDB possa ser lançada já visando as eleições presidenciais de 2018.