As tentativas implementadas pela defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tornam-se a cada dia mais explícitas perante o Poder Judiciário, com o propósito de se "livrar" de uma suposta e cada vez mais provável decretação de prisão, em relação aos processos por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que o ex-mandatário petista responde no âmbito das investigações da força-tarefa de combate aos crimes de "colarinho branco", da Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, sediada em primeira instância, na décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Vale lembrar que o ex-presidente Lula foi condenado a doze anos e um mês de prisão, com base em acusações relacionadas a ter angariado através de recursos públicos ilícitos, ou seja, por meio de propina no mega escândalo de corrupção da Petrobras, um imóvel praiano de luxo do tipo Tríplex, situado em uma das regiões de maior poder aquisitivo na cidade de Guarujá, localizada no litoral sul de São Paulo.

A sentença foi proferida pelo juiz federal Sérgio Moro e a confirmação ocorreu no Tribunal de segunda instância ou "Corte de Apelação; o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, pelos votos de três desembargadores federais, de modo unânime.

Advogado de Lula é grande amigo de ministro do Supremo

Um dos principais advogados de defesa do ex-presidente Lula, Sepúlveda Pertence, é um grande amigo do ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], Celso de Mello. Vale ressaltar que tanto o ex-ministro do Supremo, Sepúlveda Pertence, quanto o ministro decano da Suprema Corte que o sucedeu, Celso de Mello, foram vizinhos no mesmo prédio residencial. Um fato inusitado lembrado pelo ex-ministro e atual advogado de Lula, Sepúlveda Pertence, é que o mesmo se recorda que ao morar no primeiro andar de um edifício, acordava as vezes, entre às 3 horas e 4 horas da manhã, com o "barulho" do carro do ministro Celso de Mello, assim que ele chegava do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, no Distrito Federal.

Essa suposta proximidade entre Celso de Mello e Sepúlveda Pertence ocasiona que o decano da Corte faça "pressões" dirigidas à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para que possa pautar a votação em Plenário, em relação à manutenção ou não de possibilidade de prisão de condenados, após esgotados os recursos judiciais no Tribunal se segunda instância.

A magistrada mineira já foi contundente ao realçar que não está em seus planos pôr em votação uma eventual mudança de entendimento, já que em 2016, cujo período em que ocorreu a votação relativa ao caso, já ficou firmada a jurisprudência e que alterar esse ponto em tão pouco tempo, poderia trazer instabilidade jurídica e passar a impressão à sociedade de que o Supremo estaria mudando a jurisprudência, para favorecimento de um condenado, neste caso, o ex-presidente Lula.