Nesta última segunda-feira, 5 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, recebeu em mãos um parecer enviado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Os ânimos do Supremo estão aos nervos com a possibilidade de Lula ser levado pelo camburão da Polícia Federal em breve. Com isso, Dodge resolveu se manifestar a respeito da prisão após condenação em segunda instância e o caso agora está com o ministro.

Segundo a procuradora, se um tribunal em segunda instância [VIDEO] condenar um réu, a prisão poderá ocorrer imediatamente, impossibilitando a defesa de recorrer sobre a prisão. Em 2016, a Suprema Corte decidiu através de votação que poderá ocorrer cumprimento da pena após decisão de magistrados em segunda instância.

No entanto, logo após Lula ser condenado, o assunto voltou à tona na Corte e duas ações para cancelar o entendimento seguem entre os ministros.

Com gentileza, Dodge pediu para que Marco Aurélio rejeite as duas ações que tentam cancelar a prisão. A defesa de Lula tenta a todo o custo que o ex-presidente não seja preso e com isso rondam os ministros do STF, como o relator da Operação Lava Jato no Supremo, Edson Fachin e a presidente da Casa, Cármen Lúcia. O parecer de Dodge enfatiza que o entendimento de prisão em segunda instância deve continuar e que não cabe recursos aos réus, afetando diretamente Lula.

Com o manifesto em mãos, cabe a análise de Marco Aurélio. Recentemente, petistas buscaram ajuda de Cármen Lúcia e a ministra mostrou-se pressionada, tanto pelos petistas quanto por ministros de dentro da Corte.

Cármen Lúcia ainda não deu indícios de quando irá fazer o julgamento das ações que implicam contra Lula.

Ministros que aprovam prisão em segunda instância

Desde que o Supremo deu o entendimento sobre prisões em segunda instância, réus como Lula se viram ainda mais encrencados pela Justiça. O caso envolvendo o ex-presidente causa manifestação entre os ministros da Corte, e houve até magistrados que afirmaram ''mudar o entendimento'' sobre a prisão, possivelmente para livrar o ex-presidente da cadeia.

Veja os ministros que em 2016 votaram a favor da prisão em segunda instância: Cármen Lúcia, Teori Zavascki, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin [VIDEO], Luiz Fux e Gilmar Mendes. Entre estes ministros, Gilmar Mendes foi o único que trocou sua posição e foi visto concedendo habeas corpus a diversos encrencados com a Justiça.