O assassinato da vereadora Marielle Franco entrou na pauta da imprensa nacional e internacional e será tratado na reunião desta quinta-feira (15), entre o presidente Michel Temer [VIDEO] e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, da Secretaria-Geral, Moreira Franco e o secretário-executivo do ministério extraordinário da Segurança Pública, o General Carlos Alberto Santos Cruz. O encontro discute a questão da segurança no Rio de Janeiro.

Em nota divulgada ontem à noite pelo Palácio do Planalto, o Governo Federal informou que acompanhará toda a apuração do assassinato da vereadora e do motorista que a conduzia.

De acordo com a nota, o Ministério de Segurança Pública colocou a Polícia Federal à disposição para auxiliar a investigação. Na tarde desta mesma quinta-feira o ministro Raul Jungmann [VIDEO] vai ao Rio de Janeiro acompanhado do diretor da PF, Rogério Galloro.

Crime bárbaro

A violência no país está atingindo níveis alarmantes, como se não bastasse a intervenção do Exercito no Rio de Janeiro e o visível crescimento da violência em todo o país, o assassinato da vereadora pelo Rio de Janeiro, Marielle Franco, do PSOL, deixou o sinal ainda mais vermelho para o que está acontecendo em nosso país.

A realidade do mês de março, e mês da mulher, borbulhou em sangue na noite desta quarta-feira, dia 14 de março, quando o carro em que vereadora estava foi alvejada por tiros no bairro Estácio, região central da cidade.

Ela sentava no banco de trás do veículo de vidros escuros, fato que leva a polícia a crer que, quem cometeu o crime, seguiu o carro e sabia o local exato em que ela estava. O motorista Anderson Pedro Gomes também morreu ao levar três tiros nas costas. Outra ocupante do carro, não identificada, foi atingida por estilhaços. A polícia trabalha com a hipótese de execução.

Mulher guerreira

Mirelle recebeu 46.502 votos ao se eleger vereadora da Câmara do Rio. Natural do Complexo da Maré era formada em sociologia pela PUC-Rio e fez mestre em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente lutava contra a violência coordenando a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), junto com o do deputado Marcelo Freixo. Ela começou a luta pelos direitos humanos quando perdeu uma amiga atingida por bala perdida vinda de um tiroteio entre policiais e traficantes na Maré.