As polícias do Rio e de estados vizinhos, com auxílio da Polícia Federal, estão engajadas em reunir o máximo de provas e conseguir pistas para chegar aos executores e mandantes do crime de Marielle Franco, vereadora do PSOL-RJ assassinada.

Neste sábado (17), mais um passo importante rumo aos bandidos foi dado. A Polícia Civil de Ubá apreendeu um carro suspeito que pode ter sido utilizado no crime da parlamentar. O carro é um Renault Logan prata semelhante ao veículo mostrado nas imagens capturadas pela polícia em câmeras de vigilância.

A polícia chegou até o veículo após uma denúncia anônima feita pelo 'Disque Denúncia'.

O carro foi periciado no próprio sábado, após às 18h. O carro encontrado na Zona da Mata tem placa do Rio de Janeiro e pode ter sido abandonado na quinta-feira, um dia após o assassinato da vereadora e do motorista que guiava o veículo emboscado.

Para agravar a situação, o dono do carro realmente mora em Ubá e tem passagens pela polícia por tráfico de drogas. O nome do proprietário não foi divulgado. Esse pode ser o primeiro passo rumo aos executores de Marielle.

Novas imagens são obtidas

A TV Globo obteve novas imagens do veículo branco onde estava Marielle, antes da execução. As imagens obtidas no Centro do Rio, na última quarta-feira,14, por volta das 21h, mostra que o carro estava sendo, possivelmente, seguido por dois veículos da cor prata. As imagens se tornam importantes pistas sobre o caso.

A Polícia também investiga a possibilidade dos criminosos terem premeditado toda a ação e começado tudo pelas redes sociais, já que a agenda da vereadora era pública e divulgada em seu Facebook.

Balas usadas na execução eram fruto de roubo da Polícia Federal

Mais uma pista importante sobre o caso Marielle foi a identificação da munição usada na execução. A polícia já sabe que as munições, que têm calibre de 9mm, pertencem ao mesmo lote que foi supostamente roubados nos Correios. O Ministro da Segurança Pública confirmou se tratarem de munições desviadas da PF:

"Essa munição foi roubada na sede dos Correios, pela informação que eu tenho, anos atrás na Paraíba. E a Polícia Federal já abriu mais de 50 inquéritos por conta dessa munição desviada", afirmou o ministro ao site G1.

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