A presidente da mais alta Corte Judiciária do Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], resolveu se pronunciar sobre a atual situação vivenciada por ela e também pelas instituições, através de uma análise minuciosa em relação à consolidação da democracia no Brasil. A presidente da Suprema Corte brasileira, ministra Cármen Lúcia, foi contundente, ao demonstrar que apesar de todas as pressões que ela vem sofrendo de todos os lados, o combate à corrupção é fundamental e primordial, para que se possa fortalecer as instituições do país, de modo que a corrupção é vista como algo extremamente prejudicial e intolerável, já que a democracia vive da confiança dos cidadãos brasileiros nas instituições do país.

A presidente do Supremo Tribunal Federal disse ainda que a corrupção deve ser plenamente combatida.

Cármen Lúcia se reafirma através de forte desabafo

A presidente da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro [VIDEO], ministra Cármen Lúcia, foi categórica, ao afirmar que "a corrupção é algo considerado inaceitável, qualquer que seja a forma em que ela venha a ocorrer, já que a mesma corrupção seria uma maneira de prática de injustiça que nenhum cidadão aceita". A magistrada mineira foi ainda mais longe, ao comentar que "a democracia estaria vivendo da confiança que os cidadãos possuem nas instituições do Brasil, de modo que não se confia em instituições que sejam corruptas ou que venham a praticar atos corruptivos, decorrentes da não existência de instituições suficientemente consideradas fortes e que sejam vigorosas e comprometidas no combate e na superação desse estado de coisas".

Vale ressaltar que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), vem enfrentando muita "pressão" por parte de correligionários, ex-ministros e parlamentares ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e até pressão de magistrados da Suprema Corte, para que se coloque em pauta de votação, uma possível mudança de entendimento por parte do Plenário da Corte, em relação à manutenção da possibilidade de decretação de prisão para pessoas que sejam condenadas, após julgados os recursos judiciais pendentes nos Tribunais de segunda instância, o conforme também denominadas, "Cortes de Apelação".

A ministra Cármen Lúcia ja foi enfática em sua análise e determinação em relação a esse caso. A magistrada decidiu que não colocará em votação o tema relacionado à mudança de entendimento sobre prisão, após condenação em segunda instância. Entretanto, os ministros e colegas de Lúcia na Corte, principalmente, os que são favoráveis à nova votação sobre esse tema, decidiram que não iriam confrontar a presidente do Supremo. Um dos fatores que teria resultado nisso, foi o placar elástico e unânime por 5 votos a 0, pela não aceitação de um recurso de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo resultado se transformou numa fragorosa derrota para o ex-mandatário petista.