O juiz Marcelo Bretas, titular da sétima Vara Federal Criminal da Justiça do estado do Rio de Janeiro se reuniu recentemente, com o general do Exército e interventor federal no estado fluminense, Walter Braga Netto. O encontro entre as duas autoridades ocorreu na última quinta-feira (08), na sede da Justiça Federal no estado do Rio. Vale ressaltar que o general Braga Netto foi nomeado pelo presidente da República, Michel Temer, como interventor federal para o comando de todas as forças de segurança no estado, inclusive as próprias Forças Armadas.

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Braga Netto somente não possui poderes de decisão em relação às áreas administrativas no Rio, que encontram-se sob a gestão do atual governador, Luiz Fernando Pezão, do MDB (antigo PMDB). Já o juiz federal Marcelo Bretas, é o magistrado responsável pela condução dos trabalhos de investigação da força-tarefa de um "braço" da Operação Lava Jato, em se tratando, de apurações de crimes relativos a "colarinho branco", ocorridos no Rio de Janeiro.

Tema complexo é discutido entre general e magistrado

Um dos principais motivos e fator preponderante, que permitiu o encontro entre o general do Exército brasileiro, Walter Braga Netto e o juiz federal responsável pela Lava Jato no Rio, Marcelo Bretas, trata-se da possibilidade de disponibilização de recursos públicos desviados dos cofres do Rio de Janeiro, para que, a partir do momento em que sejam recuperados, possam ser utilizados para a compra de veículos e equipamentos para a polícia carioca, em razão de uma melhor preparação no enfrentamento do crime no estado fluminense.

Tanto o general interventor federal, quanto o magistrado supracitados, decidiram no encontro na última quinta-feira, qual seria o "desfecho" para o dinheiro recuperado do "crime", principalmente, no âmbito das investigações da maior operação anticorrupção em toda a história do país. O acerto quanto a esse tema extremamente complexo e "espinhoso", foi feito na própria sede da Justiça Federal do estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o general Walter Braga Netto, a solicitação que partiu dele, se refere a investimentos concretos para a área de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a partir da destinação de recursos alvos de recuperação, para melhorias na frota militar, além da possibilidade de equipamentos de inteligência e investigação, segundo as próprias palavras do representante das Forças Armadas em solo carioca.

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O Rio de Janeiro atravessa ma das fases mais difíceis e "tenebrosas" no combate à criminalidade que ainda permeia a realidade no estado, devido às disputas entre traficantes e facções criminosas pelo controle na venda de entorpecentes.