A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, foi surpreendida por um grupo de senadoras do PT e de partidos aliados à esquerda, enquanto estava tranquila em seu gabinete. Ela se viu numa situação complicada e acabou tendo que ouvir o apelo desesperado do grupo que implorava pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O fato aconteceu na quarta-feira (28) e mesmo diante de toda essa pressão, a ministra não deu a entender a nenhuma das visitantes inesperadas qual atitude tomaria diante do caso de Lula.

Para pessoas próximas, Cármen falou que se sentiu incomodada com toda essa pressão e achou um absurdo isso acontecer.

Outros ministros da Corte também estão sendo procurados para ajudarem o líder do PT. Conforme informações da IstoÉ, existe um aspecto político muito forte nessas investidas petistas contra os ministros da Corte. Vários defensores de Lula tiveram peso grande na nomeação dos ministros e agora, eles pedem a retribuição. Segundo a IstoÉ, seria um tipo de "serviço sujo".

Nas últimas semanas, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio Melo e o relator da Lava Jato, Edson Fachin, foram os mais procurados para reuniões e encontros.

Intimidação

Cármen Lúcia não se intimidou com esses petistas e procurou ser firme nos seus propósitos, porém, outros colegas de tribunal parece que ficaram constrangidos e acabaram caindo na estratégia de intimidação.

Alguns ministros começaram a pressionar a presidente da Corte [VIDEO]para que ela colocasse o habeas corpus de Lula na pauta do Supremo e sugeriram que fosse rediscutido o entendimento sobre a prisão após a condenação em segunda instância.

A ministra está fazendo de tudo para que o Supremo não manche a sua imagem e fique sendo visto como uma Corte que ajuda condenados a se livrarem da cadeia. Se for dado alguma favorecida para Lula, muitos outros condenados seguiriam no mesmo caminho e a corrupção ganharia a batalha contra a Justiça.

Resistência

Cármen Lúcia tem sido forte e mostrado resistência [VIDEO]. Um dos problemas de Cármen são aqueles colegas de tribunais que colocam suas decisões com cunho político.

Uma das tentativas do PT para tirar a ministra do caminho, foi tentar causar a sua suspeição contratando o advogado, ex-presidente do STF, Sepúlveda Pertence. Surgiu uma informação de que ela seria uma prima distante de Pertence e não poderia se decidir pelo caso de Lula. Mas a informação real apareceu e Cármen é apenas amiga de Pertence, não existe nenhum parentesco.