Marcos Camargo, presidente da Associação dos Peritos da Polícia Federal, se manifestou contundentemente em relação a um dos assuntos que mais acarretam preocupação para a sociedade civil organizada brasileira e que pode ser algo extremamente decisivo para a realização das eleições presidenciais e legislativas para este ano de 2018. Trata-se da confiabilidade da votação nas urnas eletrônicas que compõem o cenário de apuração da totalidade dos votos da população brasileira.

O tema polêmico veio à tona, a partir da realização de testes por meio de um trabalho minucioso de peritos da mais alta confiança da Polícia Federal [VIDEO], em se tratando de uma averiguação aprofundada no sistema de urnas eletrônicas implantado no Brasil.

Vale ressaltar que as urnas eletrônicas já foram alvos de enorme repercussão, de modo negativo, por parte de setores da sociedade, já que, de acordo com diversas manifestações, o sistema não seria totalmente seguro, o que colocaria em dúvida, inviolabilidade das urnas e do voto.

Impressão do voto

O presidente da Associação dos Peritos da Polícia Federal, Marcos Camargo, decidiu fazer o encaminhamento de um ofício ao Congresso Nacional [VIDEO], mais especificamente, ao senador Lasier Martins, através de uma clara demonstração por parte da perícia realizada no sistema eletrônico das urnas disponibilizadas para as votações no Brasil, a enorme necessidade de que o país faça uso de um sistema que possibilite o voto impresso, durante a realização das eleições gerais deste ano. Ainda de acordo com o ofício encaminhado ao senador gaúcho supracitado, há expressa e contundente defesa da implantação do voto impresso, de modo que isso possa trazer a garantia de maior confiabilidade inerente ao sistema eletrônico de votação no Brasil.

Segundo o conteúdo do documento obtido pelo site "O Antagonista", o presidente da Associação dos Peritos da Polícia Federal, Marcos Camargo, recordou que durante a realização do último teste de segurança que foi promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o representante dos peritos federais conseguiu obter a "chave secreta" que faz a proteção das mídias das urnas. Marcos Camargo foi enfático ao analisar que a existência de várias vulnerabilidades é uma realidade sempre possível, de modo que isso se faz presente em qualquer equipamento eletrônico computacional, o que também exigiria algumas maneiras de auditoria que possam afastar qualquer ocorrência de interferência.

O perito compreende ainda, que a mera conferência de um respectivo boletim de urna impresso, não seria por si suficiente para a garantia de total confiabilidade em todo o processo eleitoral.