Um dos dias mais aguardados que podem aproximar para um possível "desfecho", em relação à situação criminal do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, foi deflagrado nesta terça-feira (06), a partir do julgamento de um habeas corpus preventivo, apresentado pela defesa do ex-mandatário petista, juntamente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) [VIDEO]. Vale ressaltar que durante o julgamento da medida no STJ, Lula já está com habeas corpus rejeitado, pelos votos de três ministros da Corte, restando a confirmação de dois votos. Entretanto, como está formada maioria, o ex-presidente já possui o habeas corpus negado.

Vale ressaltar que o ex-presidente Lula foi condenado em primeira e segunda instâncias do Poder Judiciário brasileiro, pela prática criminosa de delitos relacionados à Corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em se tratando da aquisição do apartamento de luxo Tríplex, localizado em uma das regiões litorâneas mais valorizadas do sul do estado de São Paulo, na região praiana da cidade de Guarujá.

Lula foi sentenciado à condenação pelo juiz Sérgio Moro, titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal do estado do Paraná, estabelecida em Curitiba, capital do estado.

Após a tramitação do processo na Corte de primeiro grau, o caso foi para a Corte de Apelação ou Tribunal de segunda instância, em se tratando do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, acarretando pelos votos unânimes de três desembargadores federais, pela confirmação da condenação do petista, ao estabelecer uma pena de doze anos e um mês, após esgotados os recursos ou "embargos de declaração" na Corte, com a possibilidade de decretação de prisão em regime fechado.

Forte preocupação de petistas

Em algumas manifestações de apoiadores e aliados do ex-presidente Lula nas redes sociais, a insistência por parte deles, de que o ex-mandatário petista estaria sendo julgado como sendo um "perseguido pela redução da pobreza no Brasil".

Entretanto, não mencionam os crimes cometidos por lavagem de dinheiro e corrupção passiva nesse processo respectivo, como parte de rombos bilionários que culminaram na "sangria" dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobrás.

A pobreza no pais que havia suscitado uma relativa queda em face à implementação do Plano Real, acabou se deteriorando, a partir do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, ao jogar o país em uma das piores crises e recessões econômicas em toda a sua história.