O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira, teve uma grande surpresa nesses dias. Ele acordou e foi surpreendido com uma mensagem assustadora no muro de sua casa: "Presídio mudo, Eunício morto". Os dizeres são relacionados com um projeto de autoria do político que obriga a instalação de bloqueadores de celulares em presídios.

Conforme as informações, o recado vem do PCC (Primeiro Comando da Capital) que não gostou da atitude do parlamentar e não aceita esse projeto. O PCC é um grupo criminoso que comanda assaltos, sequestros, assassinatos e rebeliões em presídios.

O Plenário aprovou, no mês passado, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 32/2018 - Complementar, que autoriza a instalação de bloqueadores de celulares em presídios, dentro de 180 dias.

Eunício agradeceu a todos que votaram e afirmou que o Brasil deu um grande passo contra a criminalidade.

Segundo o senador Lasier Martins, que apresentou uma emenda ao projeto de Eunício, hoje existe uma tecnologia que possibilita o bloqueio de celulares dentro do presídio sem que os locais em volta sejam afetados.

No dia 05 de março, Eunício esteve junto com a presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), ministra Cármen Lúcia, numa cadeia feminina, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Investigado no STF

Eunício Oliveira responde a um inquérito baseado no depoimento do ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Hypermarcas Nelson José de Melo. Conforme o delator, Eunício foi beneficiado com R$ 5 milhões em propina para sua campanha ao governo do Ceará no ano de 2014. Foram firmados contratos fraudulentos que constavam serviços nunca realizados.

O presidente do Senado ressaltou que nunca se envolveu em irregularidades e jamais pediu propina para ele ou qualquer outra pessoa.

No final do mês passado, Eunício enviou à Corte a resposta de 12 perguntas feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre esse inquérito.

Ignorou Moro

Um fato constrangedor ocorreu durante um evento da Revista IstoÉ, no ano passado. O juiz Sérgio Moro foi premiado como o "Brasileiro do Ano" e recebeu várias honrarias. No evento estavam presentes o presidente Michel Temer, seu ministro Moreira Franco e Eunício. Todos eles, investigados pelo STF [VIDEO], acabaram não aplaudindo o juiz na hora do recebimento do prêmio.

Ao discursar, Moro [VIDEO] cobrou Temer que não deixe o STF mudar o entendimento sobre a cumprimento da pena após sentença da segunda instância. O presidente ficou calado. Eunício acompanhou Temer ao ignorar o magistrado.