O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, colecionou vários inimigos após mostrar rigidez com seus trabalhos. A condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e dos seus operadores foram essenciais para desmontar um emaranhado de Crimes que esvaziaram os cofres públicos.

No final do ano passado, o juiz relatou momentos dramáticos de sua vida. Ele afirmou que em apenas uma semana havia recebido três ameaças.e chegou a pensar em deixar o Rio.

Em uma entrevista à repórter Ilze Scamparini, o magistrado ressaltou que as ameaças começaram no momento em que ele pegou os casos da Lava Jato.

Num grande desabafo, ele disse que a sua situação é tão delicada que ele fica impedido até de realizar coisas simples como, por exemplo, caminhar numa praia. Medidas de segurança foram tomadas, pois o juiz estava julgando casos grandes que tinham pessoas poderosas envolvidas.

Diante das ameaças, a Polícia Federal (PF) começou a investigar de onde era a origem. Tudo foi feito sob o máximo sigilo para que nada desse errado. Na época, surgiu a suspeita de que Sérgio Cabral estaria financiando a montagem de dossiês contra o juiz, mesmo de dentro do presídio.

Descoberta

A Polícia Federal descobriu algo muito sério [VIDEO]e de grande perigo. De acordo com os investigadores, membros da Polícia Civil do Rio estariam envolvidos nas ameaças de morte recebidas pelo juiz.

Com a intervenção federal no Estado [VIDEO], surgiu mais um trabalho para o general interventor, Braga Netto.

Ele terá a missão de perseguir os criminosos e a tarefa não vai ser fácil.

Vale ressaltar que, há alguns dias, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, já havia dado indícios que a cúpula da polícia do Rio estaria envolvida com organizações criminosas. Por ordem do presidente Michel Temer e por pressão do governador Luiz Fernando Pezão, o caso foi "abafado".

Chegar aos nomes dos ameaçadores será decisivo para "puxar o fio da banda podre" da polícia carioca.

Caso Eike

Marcelo Bretas decidiu negar um pedido dos advogados de Eike Batista para anular o processo em que o empresário é acusado de pagar propina a Sérgio Cabral.

Os advogados questionaram que existiam palavras em inglês nos documentos e não foram traduzidas.

Em resposta, Bretas ressaltou que essas palavras podem ser traduzidas após ser juntada aos autos, isso, se necessário, pois o juízo pode dispensar a tradução desses documentos.