A presidente da mais alta instância judiciária do Brasil, ministra Cármen Lúcia, que comanda o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], atravessa um dos momentos mais complicados em toda a sua trajetória a frente da Corte [VIDEO]. Prestes à decisão, após esgotado julgamento do recurso judicial relacionado aos embargos de declaração, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, que poderá acarretar a decretação de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), petistas correm contra o tempo em direção ao Supremo.

Vale ressaltar que a pressão por parte de parlamentares petistas e até mesmo em se tratando de ministros da própria Suprema Corte acabam por transformar o dia a dia do STF em um caldeirão de pressão, principalmente, sobre a ministra Cármen Lúcia.

Há uma verdadeira manobra em curso para que se tente salvar o ex-mandatário petista.

Após a contratação do ex-ministro da Corte Sepúlveda Pertence como um dos principais advogados de defesa de Lula, existe forte possibilidade de que alguns dos ministros já tenham, inclusive, mudado de opinião em relação à manutenção da possibilidade de prisão após julgamento em tribunal de segunda instância.

Forte pressão enfurece Cármen Lúcia

Há alguns dias, um grupo de senadoras petistas adentraram o gabinete da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, inadvertidamente, de modo que acabou ocasionando certo constrangimento para a magistrada, justamente ao denotar que há grande pressão sobreposta, especialmente em relação a que se seja pautado na Corte o julgamento de um habeas corpus preventivo com o intuito de se evitar uma suposta decretação de prisão contra Lula.

O que se passou durante a última quarta-feira (28) foi algo totalmente inesperado, já que as parlamentares petistas pegaram Cármen Lúcia literalmente de surpresa. A ministra acabou se vendo compelida a receber as petistas, que tinham como principal propósito angariar apoio por parte do gabinete mais importante do Poder Judiciário brasileiro de se tentar livrar o ex-presidente Lula de ter que se deparar com uma provável prisão, após decisão em segunda instância.

A ministra Cármen Lúcia ouviu atentamente as argumentações petistas, mas não deu mostras que como atuará como comandante da Suprema Corte. Caberá à presidente Cármen Lúcia pautar ou não o julgamento do recurso do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente. Outro fator preponderante, é que alguns dos ministros do Supremo já exercem pessoalmente forte pressão para que a magistrada mude de posição.