O procurador federal e membro do Ministério Público, Carlos Fernando dos Santos Lima, se expressou de modo contundente, por meio de seu perfil em uma rede social, a respeito da situação em que se encontra o Poder Judiciário no Brasil. Carlos Fernando é membro e um dos principais integrantes da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, sediada em primeira instância, a partir de Curitiba, capital do estado do Paraná e que é conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro.

Vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (22), paralisou a análise de um habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao agendar o julgamento do mérito do caso para o próximo dia 04 de abril.

entretanto, um dos advogados de defesa do ex-mandatário petista [VIDEO], José Roberto Batochio, logrou que fosse concedido uma suposto "salvo-conduto" a Lula, de modo que ele não ter decretada a sua prisão, até a data supra-mencionada.

Reação contundente de Carlos Fernando repercute entre a sociedade

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima fez uma séria indagação através de suas redes sociais, ao questionar um possível "indulto" que poderia ser dado ao ex-presidente Lula, dependendo de quem seja o candidato vitorioso na eleição presidencial de 2018. Carlos Fernando indagou sobre esse suposto "indulto" e disse que até mesmo políticos que hoje se encontram sob a proteção do foro privilegiado, irão tentar um indulto ou anistia. O procurador da Lava Jato defendeu a um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que votou contra o habeas corpus de Lula, ao afirmar que apoia Barroso por ter sido contrário ao rejeitar o indulto de natal que seria concedido pelo presidente Michel Temer a condenados perante a Justiça.

O procurador da Lava Jato foi ainda mais longe ao ironizar o habeas corpus impetrado por Lula, ao considerar que "o princípio Lula deveria ser estendido aos cinco mil habeas corpus que ele passou para trás". Entretanto, vale ressaltar que o ex-presidente Lula tem tramado por meio de correligionários, a barganha que se refere a um suposto indulto com um dos candidatos que possa conseguir chegar ao segundo turno. Se caso o candidato do PT que não fosse Lula não atingisse a votação para estar num segundo turno, o candidato que aceitasse a proposta do indulto, poderia herdar os votos da sigla petista.

A repercussão negativa, a partir da decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal, em relação ao "salvo-conduto" até o julgamento do HC de Lula, resultou em uma decisão tomada por um promotor de Justiça para que pudesse conseguir a soltura de um preso. O promotor Valmir Soares Santos citou o "Princípio Lula", para solicitar a liberdade a uma pessoa que roubou um veículo e que se encontra preso preventivamente.

O promotor argumentou que "se a regra vale para Lula, que não pode ser preso devido á qualquer atraso da Justiça, o mesmo deve valer para todos". O pedido acabou sendo aceito.