O Partido dos Trabalhadores estuda no momento uma chapa pura, com petistas como candidatos a presidente e vice. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encabeçaria a chapa, já o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o vice. Esse seria o melhor cenário para o PT, porém, muito difícil de acontecer, na avaliação do partido. Segundo informações do repórter Nilson Klava, da GloboNews, a candidatura de Lula já é tratada como inviável. O jornalista informou que, internamente, o PT acredita que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitará a candidatura de Lula por ele já ter sido condenado em segunda instância.

O repórter Gerson Camarotti, do G1 e da GloboNews, informou que a estratégia do PT é conseguir o habeas corpus ao ex-presidente junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que ele possa participar de toda a campanha presidencial, até mesmo registrar sua candidatura no TSE. Nesse cenário que está traçado, Fernando Haddad assumiria a cabeça de chapa quando o registro fosse negado e seria o candidato do PT à Presidência da Republica. Lula serviria de palanque durante toda essa campanha para fortalecer a candidatura do ex-prefeito de São Paulo.

Internamente, Fernando Haddad e Jaques Wagner disputavam a preferência dos líderes petistas. Porém, após o escândalo envolvendo mais de R$ 80 milhões em supostas propinas a Wagner, o ex-ministro de Dilma foi descartado como plano B. O caminho ficou traçado de forma pavimentada para Haddad. Inclusive, o nome do ex-prefeito de São Paulo agrada mais a Lula, como já foi reforçado durante todas as caravanas do petista pelo Brasil. O sonho de Wagner agora é disputar uma vaga no Senado pela Bahia para conseguir o foro privilegiado pelos próximos oito anos de mandato.

Tiros

O ataque a tiros sofrido por um dos ônibus da caravana de Lula pelo Sul abriu um debate no cenário político. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), na noite de terça-feira (27), após ataque, ligou para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e afirmou que Lula está correndo risco de vida e que a responsabilidade é do governo.

Também na coluna Painel, foi informada que está se desenhando uma união de forças entre partidos de esquerda para combater os ataques sofridos pela caravana do ex-presidente Lula.

Os partidos que pretendem lançar candidato, PT, PSOL, PC do B e PDT, devem se reunir para discutir uma forma de acabar com essa violência na política.

Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, afirmou: "Com fascista não se brinca".

A Folha de S. Paulo ainda apurou que houve uma reunião na noite de ontem entre deputados petistas e o ministro da Segurança Pública. O encontro era inicialmente para se discutir o assassinato da vereadora Marielle Franco. Durante a reunião, chegou a informação sobre os tiros contra a caravana de Lula. Jungmann teria ficado assustado com a notícia e dito que é um "prenúncio de um futuro sombrio".

Presidenciáveis

Geraldo Alckmin, em entrevista à Folha na terça à noite, afirmou que o PT colheu o que plantou, ao levar os tiros. Porém, nesta quarta-feira (28), no Twitter, mudou o discurso e disse que a ação é condenável e precisa ser apurada.

Michel Temer lamentou o ocorrido e afirmou que tenta reunificar o País e que "esse clima de uns contra os outros" não pode continuar.

Marina Silva afirmou que repudia "veementemente" os tiros contra a caravana de Lula. E completou dizendo que é uma afronta ao regime democrático.

Já Ciro Gomes disse que os disparos contra Lula são um absurdo e precisam ser investigados. Manuela D'Ávila convocou que a caravana de Lula seja um "grande ato de resistência ao fascismo". Já Guilherme Boulos chamou as ações de "graves".

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a emboscada contra Lula foi "um atentado contra a liberdade de expressão".

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