A pouco menos de sete meses para o primeiro turno da eleição presidencial, marcada para o dia 7 de outubro, já são ao menos 11 pré-candidatos ao Planalto conhecidos e anunciados por seus partidos. Pode parecer tempo suficiente para se maturar uma candidatura e tirá-la do papel, mas os prazos são apertados. Já no dia 7 de abril, encerra-se o período de filiação partidária. Ou seja, nomes que são cogitados, como Luciano Huck e Joaquim Barbosa, teriam menos de um mês para se filiarem a algum partido.

Já entre o período de 20 de julho e 5 de agosto, os partidos precisariam fazer convenções internas para oficializar as candidaturas, que teriam até o dia 15 de agosto para serem registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

Nada garante que os nomes anunciados por seus partidos nesse exato momentos sejam os mesmos registrados no período oficial. Lula [VIDEO], por exemplo, ainda precisa esperar a sua situação na Justiça ser resolvida.

A esquerda está com quatro nomes no momento: Ciro Gomes (PDT) [VIDEO], Manuela D'Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL) e obviamente Lula (PT). Enquanto Manuela e Boulos aguardam a definição do futuro de Lula para saberem se irão manter suas candidaturas ou apoiarão o petista, Ciro busca atrair partidos ideologicamente semelhantes para aumentar sua base.

Já nomes como Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSL) buscam a filiação de novos nomes e coligações para ganhar mais tempo nas propagandas políticas. Enquanto nomes como Álvaro Dias (Podemos) e Rodrigo Maia (DEM) aguardam a definição de seus partidos se irão mesmo lançar candidatos próprios ou apoiarão outros nomes.

Quem são e qual a situação dos pré-candidatos?

Álvaro Dias (Podemos)

O senador de 73 anos ocupa o cargo desde 1999. Seu nome já foi anunciado pelo partido como um pré-candidato. Segundo pesquisa Datafolha do dia 31 de janeiro, no melhor dos cenários para o senador do Podemos, ele aparece com 6% das intenções de voto

Ciro Gomes (PDT)

O ex-ministro de Lula é outro que já teve a candidatura anunciada pelo partido. O último cargo eletivo que ocupou foi como deputado federal (2007-2011). No melhor cenário, segundo o Datafolha, aparece com 14% das intenções de voto.

Fernando Collor de Melo (PTC)

O ex-presidente da República anunciou que irá se lançar como candidato, mas o partido ainda não oficializou nada. Ocupa o cargo de senador desde 2007. Aparece no Datafolha com no máximo 3% dos votos.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Será a segunda vez que o tucano tentará a Presidência da República, perdeu na primeira para Lula, em 2006. O governador de São Paulo ainda não foi oficializado, mas já é tratado como o candidato do PSDB.

No melhor cenário na pesquisa do dia 31, aparece com 11% dos votos.

Guilherme Boulos (PSOL)

O líder do MTST não tem nenhuma experiência em cargos públicos. Já foi lançado candidato pelo PSOL, mas aparece segundo o Datafolha com apenas 1% dos votos, no melhor cenário.

Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado de sete mandatos já foi oficializado pelo partido. Inclusive, trocou de legenda apenas para se lançar candidato. Em um cenário sem Lula nas pesquisas, aparece em primeiro, com 20% das intenções de voto.

João Amoêdo (Novo)

É outro sem nenhuma experiência em cargos públicos que já foi lançado oficialmente pelo partido. Assim como Boulos, no melhor cenário, tem 1% das intenções de voto.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O ex-presidente Lula, com dois mandatos, lidera todos os cenários em que foi colocado na pesquisa. No melhor deles, aparece com 37% das intenções de voto. O petista aguarda decisão da Justiça para saber se será preso ou poderá concorrer no pleito presidencial.

Manuela D'Ávila (PCdoB)

A deputada estadual pelo Partido Comunista do Brasil já foi anunciada como pré-candidata. Manuela aparece com no máximo 3% nos cenários testados pelo Datafolha.

Marina Silva (Rede)

A ex-senadora e ex-ministra do governo Lula estará em sua terceira tentativa de concorrer ao pleito presidencial. Oficializada pela Rede, Marina aparece no melhor cenário com 16% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

Rodrigo Maia (DEM)

O presidente da Câmara dos Deputados teve sua candidatura oficializada pelo Democratas na última semana. No cenário testado pelo Datafolha, aparece com 1% das intenções de voto. É deputado pelo Rio de Janeiro desde 1999.