O juiz federal Sérgio Moro [VIDEO] escreveu um artigo para a revista Veja e comentou sobre os fatos recentes da intervenção federal no Rio de Janeiro decretada pelo presidente Michel Temer e o papel do Exército na sua concepção. O general Eduardo Villas Bôas resolveu comentar o artigo e afirmou se surpreender com a maestria do magistrado sobre o assunto.

De acordo com o juiz, a intervenção no Rio se justifica, já que as pessoas não possuem segurança pública nesse Estado.

Não perca as atualizações mais recentes Siga o Canal Lava Jato

Porém, uma coisa deve ser levada em questão. O juiz [VIDEO] ressaltou que o Exército não tem o papel de reunir provas e decretar prisões, isso deve ser feito pelas autoridades responsáveis, já que é uma tarefa essencial para o combate ao crime.

O comandante geral do Exército ficou surpreso com o entendimento do juiz sobre o assunto e falou que ele aborda os fatos sobre a intervenção com maestria e sabedoria. "Parabéns pela lucidez", comenta o general.

No seu artigo, Moro também destaca a tragédia da corrupção que destrói os cofres públicos e deixa as pessoas sem os serviços essenciais, como saúde e educação, por exemplo.

Reunião com general

O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio se reuniu, nesta quinta-feira (08), com o general, interventor federal, Braga Netto. O general pediu para que fossem liberadas verbas recuperadas da Lava Jato para a utilização no Rio. O intuito seria pagar o 13° de policiais e comprar carros novos para a Polícia.

Desde o começo das investigações, a força-tarefa já recuperou mais de R$ 400 milhões que haviam sido desviados dos cofres públicos.

No ano passado, Bretas repassou R$ 15 milhões para a reforma de escolas no Estado.

Lava Jato

Nesta sexta (09), a Polícia Federal (PF) deflagrou a 49ª fase da Operação Lava Jato, que envolve irregularidades na construção da usina hidrelétrica Belo Monte, no Pará.

A Operação, batizada de Buona Fortuna, tem foco no pagamento de propina para agentes públicos e políticos por parte de empreiteiras interessadas em contratos com a usina.

O ex-ministro Delfim Netto foi o alvo principal da PF. Os agentes federais fizeram apreensões e buscas em sua casa e ele é suspeito de receber R$ 15 milhões em propina através de contratos fraudulentos.

Os advogados do ex-ministro contestaram as acusações e afirmaram que o cliente não ocupa cargo público desde 2006 e não cometeu nada irregular. Segundo a defesa, os valores que ele recebeu foram apenas de honorários por consultoria prestada.