O juiz federal Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal paranaense, com sede em Curitiba, determinou a realização da mais nova etapa da Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal [VIDEO], através da denominada Operação Buona Fortuna, braço da maior operação anticorrupção já deflagrada em toda a história contemporânea do país e reconhecida como uma das maiores em todo o mundo.

O mandado de busca e apreensão foi realizado nessa sexta-feira (9) contra o ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto, ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e também ao MDB ( antigo PMDB). Vale ressaltar que as apurações da força-tarefa da Operação Lava Jato dão conta de que o ex-ministro Delfim Netto teria recebido como propina, em se tratando do período da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no estado do Pará, aproximadamente, R$ 15 milhões.

As informações foram repassadas aos investigadores federais, pelo delator Flávio Barra. Ele é ex-executivo da empreiteira Andrade Gutierrez. Nesta sexta-feira, o Ministério Público Federal afirmou ter conseguido fazer o rastreamento de cerca de R$ 4 milhões que teriam sido destinados ao ex-ministro da Fazenda Delfim Netto.

Mandado de busca e apreensão de cofres e equipamentos

Após os desdobramentos das apurações dos investigadores federais, o juiz Sérgio Moro determinou que a quantia de R$ 4 milhões seja bloqueada nas contas do ex-ministro da Fazenda. Entre outras determinações do juiz federal paranaense, constam medias relacionadas à ação de busca e apreensão no apartamento do político, como, por exemplo, a autorização para arrombamento de cofres, se não forem voluntariamente abertos.

Além disso, obter os registros relacionados a livros contábeis, sejam eles formais ou informais, além de agendas, ordens de pagamentos e movimentação financeira no Brasil e também no exterior.

Há ainda as determinações proferidas pelo magistrado paranaense para a apreensão de equipamentos eletrônicos, como HDs, computadores, pen drives, smartphones em se tratando de suspeitas de que esses equipamentos possam trazer informações de alta relevância. Há ainda a autorização para que sejam extraídas mensagens eletrônicas e arquivos referentes ao inquérito em questão, para o específico processo probatório.

Segundo as declarações do delator e ex-executivo Flávio Barra, o ex-ministro Delfim Netto teria recebido os valores ilicitamente, frutos de propina, devido a uma gratificação pelo seu trabalho desempenhado na montagem e preparação do consórcio de empresas relacionados à construção da usina de Belo Monte, no Pará. Entre os possíveis crimes que o ex-ministro poderá responder constam os relacionados à fraudes à licitação, lavagem de dinheiro, organização criminosa e Corrupção.