Ao se iniciar a manhã desta sexta-feira (09) do mês de março, uma nova operação de combate à Corrupção tomou as ruas do país. A determinação partiu do juiz federal Sérgio Moro, cujos desdobramentos das apurações da força-tarefa decorrem no âmbito da Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal. A nova operação desencadeada nesta sexta, foi denominada pelos investigadores federais como "Operação Buona Fortuna", ao apurar escândalos de desvios de dinheiro público, durante a construção da Usina Belo Monte, no estado do Pará.

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Entretanto, um dos principais alvos da operação conduzida pela força-tarefa do Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Lava Jato, é o ex-ministro da Fazenda e ex-deputado federal, Antônio Delfim Netto, de 89 anos de idade.

De acordo com as investigações, o ex-ministro teria recebido quantias que extrapolam aproximadamente 10% de propinas que eram dirigidas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e também ao MDB (antigo PMDB), durante fase de construção da usina supra-citada.

Arrombamento de cofres em apartamento

Vale ressaltar que a nova fase da Operação Lava Jato, batizada de "Operação Buona Fortuna" , teria averiguado que alguns pagamentos indevidos, em se tratando de "vantagens" foram pagos a políticos e agentes públicos, de modo que teria ocorrido através de um consórcio de empreiteiras envolvidas na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. As provas e evidências obtidas dão conta de que os pagamentos direcionados nesse mega esquema de corrupção ao ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, teriam alcançado as cifras de cerca de R$ 15 milhões.

Conforme a determinação do juiz Sérgio Moro [VIDEO], um mandado de busca e apreensão foi impetrado para a residência do ex-ministro Delfim Netto, tendo como objeto a coleta de provas relacionadas às práticas criminosas de lavagem de dinheiro, corrupção fraudes à licitação pública e associação criminosa. Além disso, ficou determinado pelo juiz Sérgio Moro, a expressa autorização para que os agentes federais pudessem arrombar cofres, se não previamente ou voluntariamente abertos.

O magistrado paranaense solicitou ainda, que fosse disponibilizado às autoridades policiais, todo o acesso a conteúdos de computadores e de quaisquer dispositivos que se encontrem no local de buscas, inclusive, com a permissão de que esses objetos sejam apreendidos, conforme haja necessidade para tal, além da averiguação de arquivos eletrônico que possam ser apreendidos e que sejam relacionados às comunicações eventualmente registradas, durante o exercício do mandado de busca e apreensão.