Na quinta-feira, dia 22 de março, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva não poderá ser preso até julgamento pela Corte do habeas corpus pedido por seus advogados, marcado para o próximo dia 4. Os ministros surpreenderam a população pela decisão e agora recebem críticas.

A ministra Rosa Weber foi a responsável por impedir a condenação de Lula nas próximas duas semanas. Conhecida por ter uma participação discreta e ser a moderadora do Supremo, Rosa teve a ideia de salvar Lula até o dia do julgamento do petista. Outros ministros concordaram rapidamente com a magistrada.

Marco Aurélio foi um dos nomes que pressionou o STF para terminar a sessão devido a uma viagem inadiável que ele tinha naquele dia. O voto de Rosa Weber não foi alinhado com ministros colegas próximos, entre eles Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

A posição da ministra surpreendeu os que esperavam um voto contrário ao de Lula. Com argumentos firmes, Rosa Weber apresentou divergências com ministros e salvou Lula por uns dias.

Suspense

O comportamento dela deixa no ar o que poderá ocorrer no próximo dia 4 de abril. A ministra guarda consigo um mistério em torno de seu voto. Poderá salvar Lula da cadeia ou estará contra o líder do Partidos dos Trabalhadores?

Devido um comportamento montanha-russa, Rosa Weber mostrou que sua posição foi clara, ficando a favor da defesa de Lula.

Em outras circunstâncias, a ministra deu sinais de que não concederá o habeas corpus em favor de Lula.

Movimentos pró e contra Lula tentam fazer de tudo para determinar os votos dos ministros do Supremo. A União Nacional de Estudantes (UNE) tenta marcar uma audiência com a presidente e ministra Cármen Lúcia e o movimento Vem pra Rua já conseguiu um encontro.

Marco Aurélio 'crucificado'

O ministro Marco Aurélio Mello reclamou da repercussão sobre a última quinta-feira. O ministro desabafou, dizendo que populares o estavam ‘’crucificando’’ por ele ter apressado o final da sessão devido uma viagem de caráter inadiável. Aurélio iria para uma palestra na Academia Brasileira de Direito do Trabalho.

Para justificar o fato, o ministro disse que honra com seus compromissos e que os outros ministros poderiam dar continuidade com a sessão mesmo sem sua presença. No entanto, a viagem de Marco Aurélio fez com que os membros do Supremo desistissem de dar continuidade para o caso Lula. O julgamento do próximo dia 4 de abril decidirá o futuro do petista.

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