O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin [VIDEO](PSDB), está mais do que garantido como candidato do PSDB na eleição presidencial [VIDEO] de outubro. Eleito presidente nacional tucano há alguns meses, Alckmin é visto pelos correligionários como o homem capaz de restaurar a 'honra' do partido, após os inúmeros escândalos envolvendo nomes importantes da sigla. O pré-candidato tucano já vem utilizando um discurso moderado em sua pré-campanha. Diferente de outros nomes do partido, que buscam o confronto direto com opositores, principalmente Lula e outros petistas, Alckmin foca no eleitorado que está cansado da polarização existente no cenário político.

A pré-campanha oficial de Geraldo Alckmin deve começar no dia 8 de abril. Um dos focos do governador de São Paulo é tentar ganhar a simpatia de alguns petistas com um discurso mais voltado para o campo social. A área social é praticamente um campo petista, principalmente desde as ações reconhecidas durante o governo Lula. Alckmin objetiva angariar esses votos, já que acredita que Luiz Inácio Lula da Silva não poderá monopolizar o tema, já que estará fora da disputa eleitoral.

Outro ponto importante na estratégia do presidenciável é conseguir atingir um eleitorado tradicionalmente tucano que se afastou no decorrer dos anos. Segundo aliados e auxiliares de Geraldo Alckmin, em conversa com o jornal ' O Estado de S. Paulo', o discurso de aperto fiscal na economia deve ser mantido, com alterações em algumas reformas.

A área de segurança pública também deve ser um ponto importante na manutenção dos eleitores tucanos. A segurança já vem sendo muito discutida pelos inúmeros presidenciáveis, e o setor mais conservador do eleitorado tem ela como uma de suas principais prioridades. Já para manter seu discurso de apaziguador e não cair na vala comum da polarização, Alckmin deseja apostar em bandeiras reconhecidamente de esquerda, como na área social.

O entorno de Alckmin acredita que uma volta às raízes tucanas deve fazer com que o eleitorado historicamente do partido volte. Nas últimas quatro eleições presidenciais, com três candidatos diferentes, o próprio Geraldo Alckmin, o senador José Serra e o senador Aécio Neves, os tucanos foram derrotados pelo PT. O objetivo é defender "uma rede de proteção social". A defesa do estado mínimo, algo defendido nos últimos anos por tucanos, parece ser deixado de lado.

A ideia é mexer no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), reformulação e ampliação do seguro desemprego, abono salarial e defesa do Bolsa Família.

Por exemplo, quando a presidente Dilma foi tirada do cargo, inúmeras vezes foi dito que Temer iria acabar com o Bolsa Família e outros programas sociais.

Márcio Aith, estrategista de Alckmin, disse ao Estadão: ""O Bolsa Família é uma conquista do Brasil. Criado e aperfeiçoado por vários governos desde FHC (Fernando Henrique Cardoso). Porém, a rede de proteção social vai além".

Redes Sociais serão fator decisivo

O provável marqueteiro da campanha de Geraldo Alckmin e atual gestor das redes sociais do tucano, o publicitário Lula Guimarães, afirmou que a partir do dia 8 de abril o tucano adotará uma nova estratégia. Ele deixará de abordar sua agenda diária e passará e se mostrar como um candidato. Apresentará propostas e tentará se provar como a figura mais equilibrada entre a economia e a área social.

A área de segurança pública não terá a mesma abordagem agressiva de Jair Bolsonaro, como ser claramente pró-armamento. Porém, uma das medidas polêmicas que deve ganhar força dar poder de polícias as guardas municipais. Enquanto parte da população quer a desmilitarização das polícias, Alckmin defende o oposto.