A decisão no Supremo Tribunal Federal (STF) em tirar das mãos de Sergio Moro processos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou polêmica. Em três votos contra dois, os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, o último sendo ex-advogado do PT, conseguiram livrar o petista do mais notório juiz federal do Brasil.

Nas redes sociais, é possível ver pessoas discutindo o caso, indignadas com a reação ''surpresa'' do Supremo.

A decisão impossibilita que Sergio Moro continue julgando o processo sobre o sítio de Atibaia, atribuído ao ex-presidente Lula, frutos de propina de empreiteiras e também a compra do terreno que se tornou sede ao Instituto Lula. Sergio Moro havia condenado Lula na primeira instância após avaliação sobre o triplex do Guarujá, o ex-presidente se encontra preso na Superintendência da Policia Federal, em Curitiba, Paraná.

Segundo o portal ''O Antagonista'', a decisão do Supremo levanta o número de adeptos a uma intervenção militar no Brasil. Conforme a Corte se posiciona favorável a condenados na Justiça, a população clama uma ajuda ao Exército. Se o Supremo continuar firme em ir contra a Operação Lava Jato, buscando manter criminosos absolvidos na Justiça, a proximidade dos militares com a população aumentará. A perspectiva de uma intervenção pode não soar agradável para muitas pessoas, mas o distanciamento da Lava Jato proporciona chances aos militares, que podem ser colocados como a ''única solução'' para a corrupção no Brasil.

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Lula

''O Antagonista'' afirmou que a decisão dos ministros do Supremo não causa apenas uma insegurança jurídica ao Brasil, mas também uma grave ameaça à democracia por conta do aumento dos simpatizantes com o Exército.

Até o momento, o comandante do Exército Eduardo Villas Bôas não se manifestou sobre a decisão do Supremo. As últimas notícias sobre as Forças Armadas são de que a Ordem de Mérito Militar foi cassada de cerca de 20 políticos envolvidos condenados pelo mensalão.

No ano de 2016 também foi retirada a Medalha de Pacificador.

A justificativa dos ministros que afastaram Moro do processos é de que o sítio e o Instituto Lula não teria relação com a Petrobras e Lava Jato. Ontem, dia 24 de abril, a força-tarefa das investigações se reuniu para tratar da decisão dos ministros. Há uma expectativa de que a Procuradoria Geral da República, comandada por Raquel Dodge, também se pronuncie sobre a decisão.

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