Um dos principais nomes de destaque e membro integrante da força-tarefa de investigação da maior operação anticorrupção de toda a história do Brasil, a Lava Jato [VIDEO], o procurador da República Deltan Dallagnol se pronunciou em suas redes sociais a respeito do atual momento enfrentado pelo país. É em relação a uma das medidas que devem ser preponderantes e fundamentais para coibir e punir os crimes relacionados ao colarinho branco, como os que envolvem corrupção.

Trata-se do julgamento em plenário da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro em se tratando do fim do foro privilegiado no país. O papel que deverá ser assumido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deve contar com uma atuação essencial da presidente da Suprema Corte brasileira, ministra Cármen Lúcia.

Manifestação das redes sociais

O procurador Deltan Dallagnol, vale lembrar, é considerado uma das principais figuras da Operação Lava Jato e faz parte do Ministério Público Federal em Curitiba, capital do estado do Paraná. A maior operação anticorrupção do país é julgada em primeira instância no estado pelo juiz Sérgio Moro, a partir da 13ª Vara Criminal Federal da Justiça do Paraná.

Um dos casos mais emblemático e polêmicos, cuja investigação está no âmbito da Lava Jato, é a condenação e prisão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-mandatário petista encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense.

Ao se pronunciar por meio de seu perfil em redes sociais, o procurador Deltan Dallagnol foi contundente ao fazer uma análise a respeito do julgamento em plenário do Supremo Tribunal Federal (STF),relacionado à possibilidade de restrição do foro privilegiado no país.

O julgamento está agendado para o próximo dia 2 de maio.

De acordo com as próprias palavras do procurador da República e membro integrante da Lava Jato, segundo divulgado pelo site O Antagonista, "o foro privilegiado que protege políticos que fazem a prática de crimes, pode acarretar de ser restringido, a partir do próximo dia 2 de maio”, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

Dallagnol foi ainda mais longe, ao considerar que deve-se à atuação da presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, em pautar para esse dia, através de Plenário da Suprema Corte, a retomada do julgamento da ação relacionada que havia sido interrompido no ano passado.

Naquela ocasião, oito dos 11 magistrados da Suprema Corte já haviam votado favoravelmente à restrição do foro privilegiado, ou seja, quando já se percebia que havia uma maioria consolidada, em favor da restrição. Entretanto, o ministro José Antonio Dias Toffoli foi responsável por fazer um pedido de vistas do processo em questão, o que acabou impedindo a conclusão do julgamento e que muitos processos pudessem descer para serem julgados na primeira instância.