O chefe do Exército brasileiro e comandante máximo da Instituição, general Eduardo Villas Bôas, se manifestou enfaticamente a respeito da situação democrática do Brasil, em face aos graves escândalos de corrupção que permeiam a realidade do País, principalmente devido ao envolvimento de figuras políticas e autoridades do País. O general Eduardo Villas Bôas foi contundente ao relatar a respeito da grave situação de violência pública que acomete o dia a dia do povo brasileiro, cujas cifras assustadoras dão conta de que ocorrem mais de sessenta mil homicídios anualmente no País.

Vale ressaltar que o chefe dos militares participou de um evento realizado nesta quinta-feira (19), ao lado do presidente da República, Michel Temer (MDB). O encontro fez parte das festividades da cerimônia relacionada ao Dia do Exército, em Brasília, no Distrito Federal.

'Banalização da corrupção' como grave problema do país

O comandante máximo do Exército e um dos principais expoentes das Forças Armadas brasileiras, general Villas Bôas, foi ainda mais contundente ao comentar de maneira extremamente crítica ao que ele se refere como a "banalização da corrupção no Brasil".

Vale ressaltar que o País atravessa momento nebuloso, por meio de combate persistente à corrupção no Brasil, principalmente, a partir do desencadeamento da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira; a Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A Lava Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da decima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Lava Jato

Em face à grave crise de insegurança que havia se estabelecido no Rio de Janeiro, o general Villas Bôas afirmou que o processo de intervenção federal realizado no estado fluminense seria parte de toda a importância que o Exército representa para a população brasileira, cujos trabalhos não se restringem à situação de intervenção no estado do Rio de Janeiro, mas também em relação à vigilância nas fronteiras do País, assistência no semiárido nordestino, vistorias em presídios e missões de paz das Organizações das Nações Unidas (ONU).

O general Villas Bôas pediu para que o País se mantivesse atento à situação da corrupção e pediu união a todos os brasileiros. No evento comemorativo ao Dia do Exército, encontravam-se ainda alguns dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como: Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Além deles, estavam presentes o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, e o pré-candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro.

O general Villas Bôas se referiu a respeito da corrupção como uma verdadeira "ameaça" à democracia brasileira, justamente alguns dias após a divulgação de um vídeo gravado pela presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffmann, do Paraná. Naquela ocasião, a petista se referiu ao mundo árabe ao denunciar uma suposta violação de direitos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao considerá-lo como um "preso político" no Brasil.

A senadora acabou levantando enorme polêmica, já que poderia estar inflando o mundo muçulmano contra as decisões tomadas pela Justiça brasileira.

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