A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aguarda ansiosamente a decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de habeas corpus para livrar o petista da cadeia. Enquanto isso, alternativas estão sendo estudadas para convencer os ministros a votarem a favor de Lula.

O parecer de José Afonso da Silva, o mesmo jurista que pediu a renúncia de Dilma Rousseff, chegará nas mãos dos ministros do Supremo. Diferente da sua posição na época do impeachment, Afonso deseja que Lula fique livre da cadeia e enfatiza estar contra prisões após condenação em segunda instância. José Afonso é um dos juristas mais citados na Corte.

Nesta próxima segunda-feira, 2 de abril, o parecer estará com os ministros e promete ser uma afronta a presidente do Supremo Cármen Lúcia. O jurista enfatizou no texto diversos pontos que divergem com Cármen, algo que poderá surpreender os magistrados. José Afonso disse que o Supremo [VIDEO]só irá se apequenar perante o ''Caso Lula'' se ele for contra a Lei. Para o jurista, prisões após condenação em segunda instância vão contra os princípios fundamentais do Direito.

A grande polêmica entorno destas prisões aconteceu após o ex-presidente Lula se tornar condenado na Justiça. Nesta próxima segunda, entidades de advogados e defensores públicos também prometem ir até o Supremo pedindo que Cármen Lúcia rediscuta a questão. Em posição contrária, procuradores e juízes também se manifestam, mas para que Supremo mantenha o entendimento sobre segunda instância decidido em meados de 2016.

Decisão importante da presidente do Supremo

Cármen Lúcia deixou bem claro que não colocará o caso em rediscussão, a ministra enfatizou que isso já foi decidido em 2016 pelos ministros e não cabe, no momento, colocar o tema na mesa somente pelo fato do ex-presidente Lula estar muito perto da cadeia. Alguns ministros [VIDEO]e petistas discordam de Cármen e exercem grande pressão na magistrada.

Na quarta-feira, 4 de abril, os ministros do Supremo irão se reunir para decidir o habeas corpus de Lula. Caso o petista perca na votação, poderá ser preso imediatamente. Lula é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, foi condenado em 12 anos e um mês pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° região.

Se o Supremo colocar para rediscussão prisões após condenação em segunda instância, é mais uma chance de Lula ficar livre da cadeia. No entanto, muitos outros condenados, de diversos crimes, também ganharão impunidade.