O jornal Folha de S. Paulo ganhou destaque no noticiário político e nas redes sociais na última terça-feira (24) ao repercutir a possibilidade de uma chapa presidencial com Ciro Gomes encabeçando e Fernando Haddad como vice. A dupla é o sonho de boa parte do eleitorado de centro-esquerda e dos órfãos do ex-presidente Lula, caso não possa disputar a eleição de outubro.

O jornalista Mario Sergio Conte relata textualmente diversas frases que teriam sido ditas durante o encontro da última terça-feira entre Ciro Gomes, Fernando Haddad, Delfim Netto e Luiz Carlos Bresser-Pereira.

Segundo a publicação, tanto o pré-candidato pelo PDT como o ex-prefeito de São Paulo "acham possível que o PDT e PT formem uma chapa conjunta já para o primeiro turno, com Haddad como vice".

Também teria sido lembrado no encontro que a direção do Partido dos Trabalhadores não foi muito simpática a aproximação de Fernando Haddad com Ciro Gomes. E o petista teria dito: "Já está tudo bem".

Por fim, sobre a suposta chapa, Bresser-Pereira teria analisado que ela é capaz de "romper com a camisa de força que se quer pôr no eleitorado".

A hipótese causou um grande burburinho no eleitorado e veio para reforçar o que Ciro Gomes já disse inúmeras vezes. Para o pedetista, uma chama com ele e Haddad seria o "dream team" (time dos sonhos, numa tradução do inglês).

Horas depois da divulgação feita pela Folha de S. Paulo, a notícia já era outra

Haddad nega articulação de chapa

O ex-prefeito de São Paulo é o responsável pela coordenação do plano de governo de Lula.

Já na mesma terça-feira, após a matéria da Folha, em entrevista a jornalistas, Fernando Haddad negou qualquer articulação de chapa. Segundo o petista, o encontro com Ciro Gomes foi apenas um "desejo de fortalecer a esquerda para as eleições".

Fernando Haddad disse que participou do encontro como representante do programa de Lula. Negou que tenha sido tratado de política. Segundo ele, o assunto em pauta era economia.

O ex-prefeito de São Paulo ainda lembrou aos jornalistas que também já se encontrou com os presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D'Ávila (PC do B). "Esse canal tem que estar desobstruído", afirmou.

O petista finalizou dizendo que os partidos de esquerda estão conversando, mas cada um definirá seu rumo na eleição de maneira individual.

Ciro também não confirma

O pedetista nunca negou que seu sonho de consumo como vice era Fernando Haddad.

Já falou aos quatro cantos, inclusive no lançamento de sua campanha. Porém, parece que a técnica de sedução não está dando certo.

O ex-ministro de Lula também negou a informação passada pela Folha de S. Paulo na própria terça-feira. Ciro afirmou que no momento não é possível ainda se cogitar uma chapa. O ex-governador do Ceará lembrou a situação de Lula e disse ser necessário "respeitar o tempo do PT".

Ao ser questionado se o ex-presidente Lula liberou a negociação de apoio, Ciro afirmou que precisa ser humilde, pois não acredita que o PT irá apoiá-lo. "Não acredito que o PT me apoie porque acho natural (que a legenda tenha candidato próprio)", afirmou

Assim como Haddad, que confirmou estar realizando reuniões com outros partidos, Ciro disse que encontros sistemáticos estão ocorrendo, mas que "não há nenhuma novidade". O pedetista também já afirmou que uma chapa com Marina Silva seria o "dream team two". Ao ser questionado se poderia existir a possibilidade de uma composição de chapa com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que há poucos dias se filiou ao PSB e estuda a possibilidade de disputar o pleito, Ciro resumiu ao dizer que "nunca teve o privilégio" de conhecer Barbosa.

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