Em encontro realizado em São Paulo na manhã desta segunda-feira, dia 23, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad [VIDEO] (PT), e o pré-candidato à Presidência, Ciro Gomes (PDT) voltaram a se reunir e a falar sobre os caminhos para a política brasileira nas eleições de outubro deste ano. Além dos dois, o encontro também contou com as presenças dos ex-ministros Antônio Delfim Netto e Luiz Carlos Bresser Pereira. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Realizada no escritório de Deflim Netto, no Pacaembu, a reunião foi organizada pelo professor José Marcio Rego, da FGV. Juntos, os quatro opinaram sobre uma possível união de centro-esquerda para as eleições presidenciais, entre outros temas da atual agenda política nacional.

Durante a conversa, os presentes opinaram sobre temas como as posições do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), defensor de uma união de centro-esquerda, mas evitado pelo grupo por seu recente apoio ao candidato ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB); e seu entusiasmo com a possível candidatura do apresentador de televisão Luciano Huck, que desistiu de concorrer à presidência neste ano.

O quarteto também abordou as chances do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, que pode ser candidato pelo PSB. Todos concordaram em relação ao grande potencial do ex-ministro, mas levantaram questões sobre fatores que podem fazer o ex-ministro desistir de ser cabeça de chapa na corrida eleitoral, como a vontade de sua família e disputas internas do partido.

Na reunião, foi abordada também a possibilidade de uma possível aliança entre Ciro Gomes e Haddad para formar uma chapa [VIDEO] com chances de chegar ao segundo turno das eleições.

A Folha de S. Paulo noticiou que a dupla poderia organizar a frente de centro-esquerda junta, mas a informação foi desmedida por Haddad em sua conta oficial no Twitter.

“Simplesmente não é verdade que eu e Ciro discutimos candidaturas ou formação de frente”, postou o ex-prefeito de São Paulo. “Como a própria matéria revela, atualizamos a discussão iniciada em janeiro sobre a situação política do país.”