O juiz federal Marcelo Bretas, responsável por colocar na cadeia o alto escalão de políticos do Rio de Janeiro e ganhando notoriedade pelas suas sentenças, comemorou o resultado do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Supremo Tribunal Federal (STF), que terminou apenas no início da madrugada dessa quinta-feira (5).

Esta semana, Bretas viveu momentos de angústia com a espera da decisão dos ministros. Ao lado do procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol, Bretas enfatizou que iria fazer preces para o Brasil enquanto Dallagnol ficaria em jejum.

A expectativa da decisão do Supremo mobilizou juízes, procuradores, ministros e políticos.

Logo após o resultado da votação, Bretas comemorou com uma publicação na sua rede oficial do Twitter. O juiz utilizou o provérbio 29:4, que diz: “o rei que exerce a Justiça dá estabilidade ao País, mas o que gosta de subornos o leva à ruína".

Na postagem, Bretas disse que a palavra “rei” poderia ser trocada por “presidente” ou “primeiro-ministro”, o que foi interpretado como uma clara mensagem a Lula, que poderá ser preso após os recursos no Tribunal Regional Federal da 4° Região estiverem se esgotados.

Bretas já deu indiretas polêmicas em seu Twitter. Certa vez, o juiz falou sobre o ministro do Supremo Gilmar Mendes, que é amigo próximo de Jacob Barata, conhecido como o ‘’rei do ônibus’’ no Rio de Janeiro e acusado de crimes de corrupção. Mendes chegou a ser padrinho de casamento da filha do empresário.

Em mensagem, Bretas avaliou que “o juiz não deve privilegiar amigos, parentes ou pessoas pelas quais tenha afinidade.” Mendes ajudou Barata, que estava preso, concedendo um habeas corpus para sua soltura, da mesma forma que fez com Lula durante votação, ficando ao lado do ex-presidente, ou seja, a favor do HC preventivo.

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Lula PT

Julgamento no Supremo

O julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula ocasionou tensão entre os espectadores, advogados, juízes e ministros. A presidente do STF, Cármen Lúcia, deu o voto minerva, concluindo a votação em 6 x 5.

Os ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Alexandre de Morais votaram contra a concessão do habeas corpus ao petista. Do outro lado, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski concluíram que o HC deveria ser aceito.

A prisão do ex-presidente está muito próxima. O juiz federal Sergio Moro poderá determinar a prisão de Lula a qualquer momento, mas já adiantou em outra ocasião que irá esperar se esgotar todos os recursos possíveis. No TRF-4. A defesa de Lula tem até a próxima terça-feira (10) para dar entrada no chamado embargos dos embargos.

Porém, esse recurso não muda a sentença dada pelo tribunal de prisão por 12 anos e um mês, é considerado apenas protelatório. Após a decisão desse embargo pelo TRF-4, Moro deverá decretar a prisão do ex-presidente.

O Partido dos Trabalhadores (PT) encontra-se desolado.

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