O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba desde o dia 07 e decidiu, por intermédio de seus advogados, enviar mais um recado aos manifestantes que estão acampados em frente à Superintendência da Polícia Federal (PF).

O vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, foi quem leu a carta. Segundo ele, ela foi escrita pelos advogados, mas ditada por Lula.

A parte final do recado acabou chamando um pouco a atenção, já que o petista chegou a falar que pela amizade que construiu nessa vida, já vale a pena morrer.

Conforme a carta, Lula começa dizendo que todos os acampados na frente do prédio da Justiça são considerados, por ele, o seu grito de liberdade.

O líder do PT [VIDEO] afirmou que se não tivesse feito nada na vida, e tivesse construído com eles essa forte amizade, isso já bastaria e o faria um homem realizado. "Por vocês valeu a pena nascer e por vocês valerá a pena morrer", disse.

Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro e há uma grande chance de não concorrer às eleições deste ano, já que a condenação pode deixá-lo inelegível.

Preocupação

Os senadores que conseguiram visitar o ex-presidente citaram uma preocupação. Lula estaria isolado e isso poderia fazer mal para ele. De acordo com eles, Lula precisa de mais visitas de amigos. Lindbergh Farias foi mais afoito e comentou que o ex-presidente está numa solitária.

Sérgio Moro não comentou sobre esses episódios, pois sabe que apenas cumpriu as determinações da Justiça mediante as provas que condenaram Lula.

Juíza nega visita

A juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, decidiu, nesta quarta-feira (18), negar o pedido do ativista argentino Adolfo Perez Esquivel, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz, em 1980, ao criticar as ações militares na América Latina.

O argentino queria vistoriar o local da prisão de Lula para ver se estava tudo dentro das conformidades. Ele argumentou que isso era possível com as Regras de Mandela, que seriam as Regras Mínimas da ONU para o Tratamento dos Presos.

A juíza foi contundente e disse que não há fundamento legal a amparar a pretensão deduzida. Segundo Carolina, o Nobel da Paz não possui fundamento concreto para embasar a sua vontade de realizar a visita.

Outro ponto criticado pela juíza, é o fato de Lula estar pouco tempo preso e já surgirem tantos pedidos para vistoria em sua cela. Para ela, isso acaba se tornando incompatível com o funcionamento da repartição pública.