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Já passadas várias semanas em que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se preso nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, na sede da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, na décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, a situação continua complicada, em se tratando da situação criminal do ex-mandatário petista.

Vale ressaltar que Lula foi condenado no âmbito da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país e uma das maiores já desencadeadas em todo o planeta, pelo cometimento de crimes relacionados a "colarinho branco", cujas acusações pesam a condenação a doze anos e um mês de prisão, pela prática de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

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A Lava Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro. O magistrado federal paranaense torna-se alvo por parte da defesa do ex-presidente Lula e seus correligionários, devido a todo o processo de condenação do petista que fora sentenciado por Moro no processo do caso Triplex do Guarujá, em primeiro grau.

Estratégia petista para constranger Sérgio Moro

A partir de uma cela na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente Lula escreveu uma carta direcionada aos ministros da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-mandatário petista voltou a reclamar e fazer questionamentos à Suprema Corte do país a respeito das ações implementadas pelo juiz Sérgio Moro, que manteve sob a sua jurisdição as ações que envolvem o ex-presidente da República.

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O petista, que encontra-se preso para cumprimento de sua pena por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, afirmou que teria "ficado perplexo ao tomar conhecimento de que o juiz Sérgio Moro e o Ministério Público Federal não iriam cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em alusão à decisão tomada pela Segunda Turma da Corte, em se tratando do encaminhamento do conteúdo da colaboração premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht à Justiça Federal do estado de São Paulo.

As afirmações do ex-presidente teriam sido confidenciadas, ainda, à senadora Gleisi Hoffmann, atual presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). O ex-presidente Lula teria questionado o motivo pelo qual "uma instância inferior esteja desacatando a superior, em se tratando de um juiz de primeira instância que estaria desacatando os ministros do Supremo", indagou o petista.

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A defesa do ex-presidente Lula tenta de todas as formas fazer a anulação da sentença do juiz Sérgio Moro, em relação ao caso do apartamento de luxo Tríplex e de outros processos em que o petista está envolvido como o sítio de Atibaia e a construção do terreno do Instituto Lula.