O "clima" não parece estar nada bom para o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-mandatário petista encontra-se detido na sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, no estado do Paraná, cujas investigações remontam à condenação no caso do Tríplex do Guarujá, no âmbito das investigações da força-tarefa da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país, a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal.

Vale lembrar que a Lava Jato também é considerada uma das maiores operações contra Crimes de "colarinho branco" já desencadeadas em todo o mundo e é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Nesse caso supracitado envolvendo o ex-mandatário petista, culminou na decretação de sua prisão, cuja pena estipulada é de doze anos e um mês de regime fechado, pela prática criminosa de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em face ao mega escândalo de corrupção da Petrobras, conhecido popularmente como "Petrolão".

Tempos difíceis na prisão

O ex-presidente Lula, preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, se deu conta recentemente, de um possível furto que tenha enfrentado na capital paranaense. Não bastassem os tempos difíceis de ter de se deparar brevemente com um inverno rigoroso da região sul do país, ao cumprir pena em uma das cidades que mais sofrem com a próxima estação do ano, o ex-mandatário petista se deparou com uma situação inusitada.

Um assessor do ex-presidente da República teria prestado queixa de furto, em se tratando do sumiço do passaporte de Lula, além de outros objetos pertencentes ao petista, como roupas, talão de cheques e até mesmo de um frigobar, entre outras peças que se encontravam no interior de um veículo que é de propriedade do assessor do petista.

O caso referente ao suposto furto de objetos que pertenceriam a Lula, está sob investigação na Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba.

De acordo com investigações divulgadas pelo site "O Antagonista", o assessor do ex-presidente Lula teria tido seu automóvel alvo de criminosos. O assessor faria parte da equipe de segurança e assessoramento do ex-mandatário petista, cujos recursos que bancam a equipe de segurança são públicos. O assessor estaria na capital do Paraná e sede da Lava Jato em primeiro grau, para a entrega de itens pessoais a Lula, como por exemplo, algumas peças de roupas limpas,além de documentos como o passaporte. Vale ressaltar, no entanto, que esta situação poderia ter sido evitada, se tivessem sido retirados do petista, esses privilégios, como a disponibilidade de uma equipe de segurança para ele, que agora como presidiário, não resultaria mais em algo necessário.