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A procuradora-Geral da República, Raquel Dodge [VIDEO], fez diversas declarações nestes últimos tempos sobre prisões após condenação em segunda instância. A procuradora enfatizou que é contra a mudança do entendimento da Suprema Corte e que prioriza a decisão dada pelos ministros em 2016.

Muito próximo do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dodge fez um pronunciamento alegando que o princípio de presunção no Brasil está exacerbado em quatro instâncias. A procuradora quis dizer que invalidar prisões após condenação em segunda instância trará apenas impunidade a diversos criminosos, acusados de pedofilia, corrupção, homicídio, dentre tantos outros.

O questionamento do Supremo se deu pelo fato do ex-presidente Lula estar muito perto da cadeia após decisão dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região. A defesa do petista tenta todos os recursos para livrar Lula da cadeia. No julgamento do habeas corpus, marcado para esta quarta-feira, 4 de abril, os ministros do Supremo terão importante papel. Ainda não se sabe como será a votação, porém a decisão da ministra Rosa Weber terá um papel muito forte, podendo ela decidir o futuro de Lula.

Raquel Dodge aproveitou que Rosa mostra-se ''misteriosa'' e utilizou frases da própria ministra para reafirmar a importância das prisões em segunda instância. A tática seria uma indireta a Rosa e até mesmo uma pressão para que a magistrada exerça o voto contra Lula e criminosos.

Raquel avaliou que as palavras de Rosa ''caíram como uma luva'' durante sessão na Corte de 2016.

Na época, Rosa foi a favor das prisões em segunda instância. A frase reescrita por Dodge foi esta: "penso que o princípio da segurança jurídica, sobretudo quando esta Suprema Corte enfrenta questões constitucionais, é muito caro à sociedade e há de ser prestigiado".

Manifestações

Grande parte da população brasileira deseja que Lula vá preso. A prisão do petista serve também para que a Justiça consiga colocar na cadeia diversos outros condenados. O tema ''prisões após condenações em segunda instância'' poderá ser colocado em pauta durante a sessão de quarta-feira. Caso o entendimento mude, as chances de Lula ir preso serão nulas ou demorarão muitos anos.

Movimentos cívicos espalhados por todo o país se manifestaram contra Lula e contra ministros do Supremo [VIDEO]que desejam rediscutir o caso. A ansiedade para a próxima quarta-feira é grande e ficará marcada para sempre na história do STF.