Na última sexta-feira (13), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o deputado federal Eduardo bolsonaro (PSL-SP) por ameaça de morte a Patrícia de Oliveira Souza Lélis. Segundo Patrícia, o deputado teria feito ameaças através do aplicativo Telegram contra sua vida.

Segundo a denúncia publicada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge,, contra o deputado Eduardo Bolsonaro, documentos com os prints da conversa entre os dois que foram apresentados pela vítima comprovam as ameaças feitas contra a jornalista. Segundo as conversas além de ofensas, o deputado teria dito que a vítima merecia ter apanhado ainda mais para aprender a ficar calada e que ela se arrependeria de um dia ter nascido.

A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, que é o relator do caso, a condenação de Eduardo Bolsonaro e uma indenização de 50 mil reais.

Em vídeo, Eduardo Bolsonaro se defende

O deputado Eduardo Bolsonaro fez um vídeo para se defender das acusações. Segundo ele, se trata de uma verdadeira "montagem".

O deputado ainda desmentiu as falsas notícias que saíram na mídia informando que ele e Patrícia Lélis já tinham sido namorados. O parlamentar ressaltou que "nunca namorou, saiu, beijou ou mesmo segurou nas mãos dessa pessoa". E desabafou dizendo que tudo não passa de uma armação.

Patrícia Lélis denunciada por calúnia

Em junho de 2016, Patrícia Lelís acusou o deputado federal Marco Feliciano de tentar abusar dela e agredi-la no apartamento que ele mora na capital federal, mas as imagens de vídeo da câmera de segurança do Ministério do Trabalho comprovaram que no momento da agressão relatada por Patrícia Lélis o deputado esta em reunião em outro ponto da cidade.

Em setembro de 2016, o Ministério Público de São Paulo acusou Patrícia de denunciação caluniosa e extorsão contra o assessor do deputado, Talma Bauer, que segundo ela teria oferecido dinheiro para ela ficar calada, mas Patrícia nunca conseguiu provar essa versão.

Segundo a 1ª Promotoria Criminal, a jornalista teria mentindo em depoimento quando disse ter sido sequestrada e mantida em cárcere privado por ordem do deputado num hotel de São Paulo. Após a acusação feita por Lélis, Bauer foi preso mas logo depois foi liberado.

Mitomaníaca

Um laudo apresentado pela Polícia Civil apontou que Patrícia Lelis, é “mitomaníaca”. A jornalista apresenta sintomas de um transtorno de personalidade que a faz mentir compulsivamente. Luiz Roberto Hellmeister, delegado responsável pelo 3º Distrito Policial (DP), confirmou que a jornalista é uma “mentirosa compulsiva”.