Segundo informações veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria afirmado que não pretende se entregar à Polícia Federal (PF) em Curitiba para cumprir a ordem de prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, nesta quinta-feira, dia 5.

De acordo com a publicação, Lula teria feito a revelação na manha desta sexta-feira, dia 6, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde está ao lado de aliados e militantes desde a votação do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou seu pedido de habeas corpus [VIDEO].

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Em sua matéria, a Folha de S. Paulo diz que Lula estaria cogitando se apresentar na sede da PF em São Paulo, ou em não se apresentar. Aliados do ex-presidente teriam argumentado sobre questões de segurança e logística para que Lula não se desloque até a capital paranaense nesta sexta.

Lula e seus aliados também aguardam o resultado de um novo pedido de habeas corpus apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido será analisado pelo ministro Félix Fischer, da 5ª Turma do STJ, relator das ações da Operação Lava Jato analisadas pela Corte.

A defesa do ex-presidente [VIDEO] argumenta que Moro não aguardou o fim de todos os recursos que poderiam ser apresentados à segunda instância para determinar a prisão. Para adiar a prisão, os advogados de Lula ainda pretendiam apresentar um último recurso ao TRF-4. Chamado de "embargos dos embargos", a medida não tem poder de reverter a condenação e de livrar Lula da cadeia neste momento, mas seria o último recurso possível de ser apresentado à segunda instância.

Com a decisão do STF, Lula teve seu habeas corpus negado e a possibilidade de começar a cumprir a pena após o esgotamento dos recursos em segunda instância.

O ex-presidente foi condenado a cumprir 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula nega todas as acusações e afirma estar sendo vítima de perseguição política.

Além do recurso de um novo habeas corpus junto ao STJ, a defesa do ex-presisdente também apresentou uma medida cautelar junto à Organização das Nações Unidas (ONU). A ideia é levar o caso para o âmbito internacional e denunciar o que classificaram de "prisão arbitrária".

Lula está reunido com seus filhos, aliados políticos e militantes na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Caso não se entregue até as 17h desta sexta-feira, Lula pode ser detido pela PF no próprio local. O ex-presidente também cogita ir até a sede da PF de São Paulo.