O ex-ministro Antonio Palocci teve um dia atípico na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Ele acabou não presenciando a visita de senadores ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] e o motivo pode se tornar um "pesadelo' para o Partido dos Trabalhadores (PT) [VIDEO].

Nesta terça-feira (17), vários senadores que fazem parte da Comissão dos Direitos Humanos estiveram presentes para darem uma analisada no local em que o ex-presidente cumpre pena. O objetivo principal é ver como estão as condições da prisão do petista na Superintendência da PF. Os senadores que entraram na carceragem são: Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, Humberto Costa, Regina Sousa, Fátima Bezerra, Vanessa Grazziotin, Paulo Paim, Paulo Rocha, José Pimentel, João Capiberibe e Lídice da Mata

Conforme informações da senadora Regina Sousa, as condições são razoáveis.

Ela frisou o isolamento do petista dos outros presos o que é um bom sinal.

O senador João Capiberibe discordou um pouco de Regina e afirmou que o isolamento de Lula preocupa, pois ele deveria conversar com outras pessoas.

Os senadores não puderam ver uma pessoa que, há pouco tempo atrás, era adorada por eles. O ex-ministro Antonio Palocci se ausentou da carceragem da PF para uma audiência sigilosa que envolve as negociações de sua delação premiada. O ex-petista está querendo contar tudo o que sabe para amenizar a sua pena e sair do inferno da prisão, nem que, para isso, tenha que entregar aquele que já foi o seu grande amigo, o ex-presidente Lula.

Delação explosiva

Em relação ao acordo de colaboração de Palocci com a PF, há informações que podem estremecer o PT e até mesmo o Judiciário.

Conforme as informações, ele estaria disposto a revelar alguns dos principais clientes de sua empresa de consultoria, que foram favorecidas pelo governos petistas em troca de propinas milionárias.

Há a possibilidade dele citar dois bancos envolvidos nos esquemas de corrupção, sendo um deles com grande atuação no país. Na sua delação, também podem ser dedurados dois ministros de tribunais superiores que estariam por trás de cobrir os crimes.

Preso

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou um habeas corpus ao ex-ministro e decidiu manter a sua prisão preventiva. Ele está preso desde setembro de 2016, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os ministros da Corte não viram nenhuma ilegalidade na prisão dele imposta pelo juiz federal Sérgio Moro e negaram o recurso da defesa.

Esse foi um dos motivos que favoreceu Palocci a negociar sua delação.