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Está circulando na internet um vídeo onde o apresentador do Jornal Nacional, da Rede Globo, William Bonner, anuncia que foi expedido o mandado de prisão para o deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, por crime de racismo. A prisão decretada teria sido decretada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O vídeo que está circulando na internet com o decreto de prisão do deputado é falso, como informou o site da revista Veja. Os criadores da notícia falsa usaram a gravação de programas apresentados em dois dias diferentes.

Foram usados na edição um trecho do telejornal apresentado no dia 13 de abril passado, quando a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acusou o deputado por crime de racismo por fazer comentários contra um grupo de quilombolas durante sua palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril de 2017.

Entrevista na Band

O deputado Jair Bolsonaro criticou fortemente, na segunda-feira (23), a entrevista da procuradora Raquel Dodge por causa da denúncia apresentada contra ele ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de racismo e discriminação contra um grupo de quilombolas.

Em uma entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da Band, o presidenciável disse que a denúncia da procuradora é uma tentativa de barrar a candidatura dele. “Esta semana foi um festival por conta do Ministério Público me acusando de racista”, afirmou Bolsonaro.

O deputado também levantou uma suspeita contra Dodge, por ela se posicionar contra o projeto de lei elaborado por ele que obriga o voto impresso nas próximas eleições, que teria como objetivo diminuir a desconfiança no voto da urna eletrônica.

Sobre sua declaração polêmica a respeito ao grupo de quilombolas visitado por ele, o deputado disse ser amparado pela Constituição sobre palavras, opinião e voto.

Bolsonaro também criticou a interpretação da procuradora sobre suas declarações e a convidou para fazer uma visita com ele ao acampamento quilombola, ondem segundo o parlamentar, haveria um desperdício de dinheiro público.

O deputado também atacou o jornal Folha de S. Paulo e o instituto de pesquisas Datafolha, dizendo que o instituto “não goza de credibilidade no Brasil”. Bolsonaro disse que nas eleições de 2014 o Datafolha errou em 63 de suas pesquisas de voto, entre elas a do filho dele, o deputado estadual Flávio Bolsonaro [VIDEO] (PSL-RJ), que naquele ano disputou a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Segundo Jair, o jornal Folha fez uma reportagem mentirosa dizendo que uma funcionária que trabalha com ele, Walderice Santos da Conceição, seria uma “funcionária fantasma”. Porém, segundo o boletim administrativo da Câmara Federal, na época da reportagem da Folha, a funcionária estava de férias.

Bolsonaro também criticou os posicionamentos da Rede Globo e a Globo News que nunca o convidaram para se defender das acusações de racista. Por fim, reafirmou que sua luta não é contra os gays, mas, sim, contra os chamados “kit gays” nas escolas.