A força-tarefa da Operação Lava Jato, por meio de membros integrantes do Ministério Público do estado do Paraná, proferiu uma dura reação às palavras do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), gilmar mendes, nesta quinta-feira (12). Vale lembrar que na última quarta-feira (11), durante explanação no Plenário da Suprema Corte brasileira, o ministro Gilmar Mendes afirmou que a corrupção teria chegado ao Ministério Público Federal, em alusão ao papel desempenhado por procuradores federais da maior operação anticorrupção em toda a história do país, no combate aos crimes de "colarinho branco".

Naquela ocasião, Gilmar Mendes teria mencionado o ex-procurador Marcelo Miller, que atuou no caso referente à companhia JBS, de Joesley Batista e também, o procurador federal Diogo Castor, que é integrante da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, sediada em Curitiba, no estado do Paraná. Vale, no entanto, ressaltar que a Operação Lava Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, capital paranaense.

Reação à altura das críticas de Gilmar Mendes

A fora-tarefa da Operação Lava Jato, ao tomar conhecimento das críticas proferidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em relação a membros da força-tarefa, respondeu, de modo categórico às críticas e insinuações provenientes do magistrado mato-grossense. Mendes havia questionado, de modo irônico, se o juiz Sergio Moro estaria falando com Deus.

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Lava Jato

A nota emitida pela força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal esclarece que se sente, de todo modo "surpreendida" pelas palavras do magistrado do Supremo Tribunal Federal e atribui a ele, uma "absoluta falta de seriedade". Os procuradores federais foram ainda mais longe, ao considerar que Mendes teria "lançado contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos, notícias que seriam consideradas antigas e também falsas, em se tratando do comportamento deste na força-tarefa da Operação Lava Jato".

Os procuradores da República, por meio da nota emitida pela instituição, foram contundentes, ao afirmar ainda, que "a fala do ministro Gilmar Mendes teria desbordado o equilíbrio e responsabilidade inerentes em exigência ao seu cargo". Entretanto, após a divulgação da fala do ministro do Supremo, em relação às acusações proferidas contra o procurador da Lava Jato, Diogo Castor, a Lava Jato retrucou prontamente o magistrado, ao observar que o procurador federal avo dos ataques de Gilmar Mendes, não teria atuado nas investigações a respeito do publicitário João Santana por sua decisão própria.

Porém, ainda de acordo com os membros da Lava Jato, o procurador teria ido além de exigências consideradas éticas e legais da magistratura, cujo comportamento não teria sido observado pelo próprio ministro Gilmar Mendes, em se tratando ao seu impedimento nas tratativas de medidas judiciais relacionadas ao investigado Jacob Barata Filho, em alusão à soltura por decisão de Mendes, do empresário da área de transportes do Rio de Janeiro, acusado por práticas de crimes relativos à corrupção.

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