Um dos mais destacados desembargadores federais e relator de todos os processos relacionados às investigações da Operação Lava Jato [VIDEO] no tribunal de segunda instância, João Pedro Gebran Neto, se manifestou, de modo categórico, em relação ao julgamento do habeas corpus preventivo impetrado pelos advogados de defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e que culminou como desfecho numa derrota do ex-mandatário petista por seis votos a cinco no Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], na noite desta quarta-feira (4).

João Pedro Gebran Neto também se expressou a respeito da possibilidade de manutenção da prisão, após esgotados todos os recursos judiciais nos tribunais de segunda instância, cuja Suprema Corte, principalmente, em se tratando de uma parte de seus ministros, em querer mudar o entendimento da atua jurisprudência para o caso, o que poderia acabar beneficiando o ex-presidente Lula e diversos outros criminosos condenados no âmbito da força-tarefa de investigação da maior operação anticorrupção em toda a história do país; a Operação Lava Jato, conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Mensagem dirigida ao Supremo Tribunal Federal

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto foi enfático e categórico ao participar de um evento na capital portuguesa, cuja empresa organizadora do evento pertence ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. De acordo com a as afirmações do desembargador federal integrante do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4) de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, "o que se encontrava em discussão na noite desta quarta-feira (04), era como o Brasil, ou seja, o Estado brasileiro, pretenderia enfrentar essa discussão a respeito do combate à criminalidade e à impunidade".

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto foi ainda mais contundente, ao considerar que "seria altamente impossível se essa orientação relacionada à prisão em segunda instância, irá se fixar ou se poderá ser alterada, já que a margem de diferença de votos seria muito pequena, porém, o fato é que essa orientação é o que passa a iluminar o ordenamento jurídico brasileiro".

Já o presidente do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, afirmou que novos embargos impetrados pela defesa do ex-presidente Lula deverão ser analisados pelo Tribunal de segunda instância, até o prazo de trinta dias, no máximo.