Um dos mais condecorados e respeitados generais da Reserva do Exército brasileiro, militar Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, se expressou enfaticamente em relação a um dos assuntos que vem tomando conta com enorme repercussão em todo o Brasil; o julgamento do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A medida tomada pelos advogados de defesa do ex-mandatário petista foi dirigida ao Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], que é presidido pela ministra Cármen Lúcia.

O julgamento do HC de Lula será nesta quarta-feira (4), em votação que ocorrerá no Plenário da Suprema Corte brasileira.

Entretanto, com a enorme possibilidade de que o petista se saia bem-sucedido, uma das áreas mais sensíveis a essa movimentação não está alheia a tudo o que vem acontecendo no país; as Forças Armadas [VIDEO].

Vale ressaltar que o ex-presidente Lula já foi condenado em primeira e segunda instâncias por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a doze anos e um mês de prisão, e teve o julgamento de seu habeas corpus preventivo rejeitado, de forma unânime, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por cinco votos a zero. Sua esperança paira tão somente no Supremo Tribunal Federal (STF), que terá seu desfecho nesta quarta-feira.

General Lessa manda o 'recado' ao Supremo Tribunal Federal

O general da Reserva, do Exército brasileiro, Luiz Gonzaga Lessa, foi contundente ao afirmar que se o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir por livrar o ex-presidente Lula, ao aceitar a medida judicial do habeas corpus preventivo, a Corte estará atuando de modo que seja o verdadeiro "indutor da violência entre brasileiros, o que propagaria a luta fratricida, ao invés de amenizá-la".

O militar de alta patente da Reserva foi ainda mais longe ao considerar que se isso vier a ocorrer e, inclusive, se o ex-mandatário petista for autorizado a concorrer a cargo eleitoral, como à Presidência da República, não restará outra alternativa às Forças Armadas do Brasil do que a implementação de um plano de ação de intervenção militar no país. O general Lessa disse ainda, que receia o grande risco de que possa ocorrer, até mesmo, "derramamento de sangue", ao considerar que a confrontação não deverá ser de caráter pacífico e poderia até "ser resolvida na bala", segundo o militar. Já o Exército brasileiro informou que trata-se da opinião pessoal do general Lessa.