O governador Geraldo Alckmin perdeu seu foro privilegiado. O mesmo não é mais governador do estado de São Paulo, pois vai se candidatar a mais alta posição pública do país, Presidência da República, pelo PSDB. Por lei, quem pretende se candidatar à Presidência deve deixar seu cargo público no mínimo seis meses antes da eleição.

Não sendo mais governador do estado, Alckmin poderá ser julgado pela primeira instância. O mesmo, com o foro privilegiado, só era julgado por instâncias superiores. Agora, tendo renunciado ao cargo, poderá ser julgado por na primeira instância de São Paulo. O inquérito foi aberto pelo STJ em novembro do ano passado.

Quem assumiu seu lugar no governo do estado de São Paulo foi Márcio França (PSB), seu vice no governo, que será candidato esse ano ao governo de SP..

Já a força tarefa de São Paulo quer remeter os inquéritos do mesmo. A mesma pediu ao vice-procurador da República, Luciano Maia, que ele "remeta os inquéritos o mais rápido possível".

O ministro Edson Fachin encaminhou a petição à Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça [VIDEO]. Após a prisão de Lula, diversos políticos e ministros estão sob mira da Polícia Federal, que pretende fechar o cerco contra todos os suspeitos.

Em delação, Geraldo Alckmin foi citado como recebedor de recursos no valor de mais de R$ 10 milhões nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014. As doações ilegais teriam contado com a participação de seu cunhado, Adhemar César Ribeiro.

A força tarefa requereu que os pedidos fossem tratados com extrema urgência, a fim de linkar os fatos com outras provas. Até o fechamento da matéria, a assessoria de Alckmin não se manifestou.

Além disso tudo, o tesoureiro da Odebrecht, Arnaldo Cumplido, em delação, relatou o pagamento de R$ 6 milhões de reais em caixa 2 para a campanha de Alckmin. Na época, em 2014, Cumplido era o responsável pelo contrato da construção da Linha 6 do metrô (Laranja). As mesmas estão paradas desde 2016 e tinham por objetivo ligar o centro de São Paulo a Zona Norte.

O dinheiro era dado aos nomes "Salsicha" e "MM", mas que na verdade era Marcos Monteiro. Marcos era o tesoureiro da campanha de Geraldo Alckmin. Além disso, já a nível nacional, no dia em que Alckmin renunciou ao cargo, a Polícia Federal prendeu o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e acusado de ser o tesoureiro de campanhas para o PSDB. Porém, todo recurso arrecadado era ilegal.