Nessa terça-feira (17) a presidente do Partido dos Trabalhadores, senadora Gleisi Hoffmann (PR), gravou um vídeo para a maior emissora de TV do mundo árabe Al Jazeera, do Catar, convocando o povo árabe para pedir apoio à liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu partido. Em vídeo, a presidente do PT chamou a condenação de Lula de "prisão política" e convidou “a todos e a todas” a se juntarem à luta em apoio ao petista.

No vídeo, Gleisi diz que o ex-presidente é um grande amigo do povo árabe e que quando foi presidente aproximou comercialmente o Brasil do Oriente Médio.

Ela afirmou que a condenação de Lula foi um “campanha de mentiras” da TV Globo e que a emissora também pressionou o judiciário brasileiro a não conceder o habeas corpus ao ex-presidente.

Gleisi ainda afirmou categoricamente que a “maioria do povo brasileiro quer viver como nos tempos de Lula” e que “o objetivo da prisão ilegal é não permitir que Lula seja candidato”. A senadora ainda atacou o judiciário ao afirmar que juízes parciais condenaram o ex-presidente sem provas em um processo que, segundo ela, foi ilegal.

“A prisão de Lula é a continuidade do golpe que se iniciou em 2016, com a retirada da presidenta Dilma do governo. Ela não cometeu nenhum crime, assim como Lula também não cometeu. É um preso político. Ele é inocente”, disse a presidente do PT.

Em seguida, a senadora disse que o governo brasileiro é “golpista” e que está tirando os direitos dos trabalhadores e entregando o petróleo aos interesses norte-americanos.

Lula e os ditadores árabes

Em outubro de 2010, o ditador da Síria, Bashar Al-Assad, foi condecorado pelo ex-presidente Lula com medalha da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, que é uma das mais importantes comendas que um presidente do Brasil atribui a uma importante personalidades estrangeira.

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Após sua passagem pela Síria o ex-presidente viajou ao Egito, onde se encontrou com o ditador Hosni Mubarak, que governou o país por 30 anos e que foi condenado pela morte de manifestantes durante as revoluções árabes que eclodiram em 2011.

Em abril de 2017, o ex-ministro do governo Lula e atual condenado na Lava Jato Antônio Palocci teria afirmado nas tratativas de um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, segundo reportagem da revista Veja, que o ex-ditador da Líbia morto em 2011 Muamar Kadafi mandou para o Brasil, "secretamente", US$ 1 milhão (R$ 3,4 milhões) para financiar a campanha do ex-presidente Lula à Presidência nas eleições de 2002.

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