A situação criminal de um dos presos mais polêmicos no âmbito das investigações da força-tarefa da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do Brasil; a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, tende a se complicar exponencialmente, em se tratando do regime prisional do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-mandatário petista foi preso com base em acusações relacionadas à obtenção do apartamento de luxo Tríplex do Guarujá, ao receber vantagens indevidas, o que acarretou práticas criminosas de "colarinho branco", por cometimento de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Entretanto, por uma determinação de uma juíza considerada linha-dura, que faz parte do condução das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, juíza Carolina Lebbos, uma manifestação deverá ser proferida pela magistrada supra-citada até o próximo dia 03 de maio.

Vale ressaltar que a Operação Lava Jato é conduzida em primeira instância, pelo juiz federal Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Decisão poderá provocar transferência de Lula

A juíza Carolina Lebbos agendou para a data do próximo dia 03 de maio, uma manifestação relacionada à possível transferência do ex-presidente Lula para um novo sistema prisional, o que resultaria numa transferência do atual local em que o ex-mandatário petista encontra-se detido; a Superintendência da Polícia Federal de Curitiba. Vale lembrar que ao local já foi alvo de protestos nas redondezas por parte de correligionários do ex-presidente e apoiadores do petista, que chegaram a realizar acampamentos no bairro onde está localizada a sede da Polícia Federal [VIDEO], o que acabou resultando em grandes transtornos para a vizinhança.

Outro fato de extrema relevância, é a decisão da magistrada de Curitiba, em proibir o acesso de políticos petistas e de partidos aliados do ex-presidente Lula, para visitas ao ex-mandatário. A decisão da juíza Carolina Lebbos "inflamou" os ânimos de políticos petistas, como o deputado federal gaúcho Paulo Pimenta, que ao ser proibido de visitar Lula na cadeia, chegou a ameaçar de "invadir" as dependências da Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. De acordo com o deputado Pimenta, "a juíza Carolina Lebbos não poderia invadir prerrogativa da Câmara dos Deputados, conforme definição da Constituição Federal, o que tampouco caberia à magistrada rejeitar uma solicitação que não foi realizado pela Comissão", segundo o deputado petista.

Com o acirramento dos ânimos, a tendência é que o "clima" fique extremamente pesado, em se tratando da insistência de parlamentares petistas que querem visitar o já condenado Luiz Inácio Lula da Silva.