A votação realizada pela Segunda turma da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (STF), acabou se tornando um verdadeiro escárnio perante as inúmeras críticas sofridas pelos ministros responsáveis por determinar que alguns dos processos que envolvem o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva fossem direcionados para a Justiça Federal do estado de São Paulo, o que acabou literalmente tirando das mãos do juiz Sérgio Moro algumas das evidências que são baseadas em provas robustas relacionadas ao conteúdo da delação premiada da empreiteira Odebrecht, que se encontrava sob alçada do magistrado paranaense.

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O juiz Sérgio Moro é o magistrado responsável pela condução da maior operação de combate a crimes de "colarinho branco", no âmbito das investigações da maior operação já desencadeada em solos brasileiros; a Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Moro é o titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado de São Paulo.

Lava Jato de Curitiba traça plano

A força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, sediada em Curitiba, capital paranaense, decidiu se reunir e traçar uma estratégia que pode confrontar a decisão tomada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Lava Jato

Vale lembrar que os ministros da Suprema Corte, Ricardo Lewandowski, José Antonio Dias Toffoli e Gilmar Mendes, foram os grandes responsáveis pela determinação em tirar alguns dos processos de Lula, das mãos do juiz Sérgio Moro.

Vale ressaltar que foi determinada a retirada de conteúdos de delação premiada de empreiteiras envolvidas no mega esquema de corrupção da Petrobras e que se referiam diretamente à participação do ex-presidente Lula nos esquemas de corrupção que baseavam as denúncias referentes à aquisição do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, além do terreno para a construção do Instituo Lula, na capital paulista e o esquema criminoso que favoreceu à construção da Refinaria de Abreu e Lima, no Nordeste do país.

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Entretanto, após a determinação de encaminhamento desses processos para a Justiça Federal de São Paulo, cuja votação resultou em três a dois na Segunda turma, estando vencidos os votos de Luiz Edson Fachin e Celso de Mello, que votaram pela continuidade dos processos na Vara de Curitiba, a força-tarefa do Ministério Público Federal e membros integrantes da Lava Jato n o Paraná, resolveram protocolar manifestações nas duas ações penais que tramitam na décima terceira Vara Criminal Federal de Curitiba e dessa forma, informar que o Supremo não teria discutido a competência ao retirar o conteúdo da colaboração premiada da Construtora Odebrecht de Curitiba, sede em primeira instância da Lava Jato.

A própria Procuradoria-Geral da República estuda a melhor maneira de recorrer à medida tomada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal ao solicitar que os processos contra Lula continuem sob a alçada do juiz Sérgio Moro, no Paraná.

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