Nesta quinta-feira (19/4), Paulo Pimenta (RS), líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, resolveu afrontar a juíza Carolina Moura Lebbos, responsável pela Vara de Execuções Penais de Curitiba, no Paraná, ao informar que ele e uma comissão seguirão em comitiva na próxima terça-feira (24/4) para a capital paranaense, visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Superintendência [VIDEO] da Polícia Federal (PF) sem permissão da magistrada.

Ocorre que o deputado Pimenta, junto a uma minoria da Câmara dos Deputados, convidaram a comissão de Direitos Humanos para realizarem uma vistoria na sala especial em que Lula está preso.

A avaliação consiste na análise das instalações e condições necessárias para que o ex-presidente não passe por nenhuma dificuldade no período em que estiver na Polícia Federal.

O parlamentar alertou que não teve informação, tampouco foi comunicado oficialmente pela Justiça sobre as visitas ao ex-presidente Lula, todavia sinalizou que uma equipe formada por alguns políticos deverá participar da visita ao local em que Lula permanece cumprindo pena, após condenação em segunda instância.

Ao se manifestar sobre o pedido de visita a Lula, o Ministério Público Federal (MPF) [VIDEO] foi sucinto e demonstrou parecer contrário, ou seja, em documento anexo ao processo, os procuradores fizeram questão de ressaltar que não há viabilidade ao oferecimento de horário especial ao condenado, uma vez que o período de visitas é estendido igualmente a todos.

A deliberação ficou a cargo do procurador Januário Paludo.

Segundo Pimenta, não há como negar determinada diligência, pois se trata de uma prerrogativa do Parlamento, que os deputados têm livre acesso para fiscalizar qualquer estabelecimento ou repartição que seja vinculadas à administração direta ou indireta. Além de instituições penais, apelou o político que nunca foi constatado nenhuma resistência com relação à autoridade de parlamentares.

No mesmo sentido, Pimenta comentou que a comissão foi autorizada pelo presidente da Câmara dos Deputados para entrar na Sede da Polícia Federal sem o aval de juíza do Ministério Público. O deputado petista demonstrou irritação e retrucou, declarando que a negativa da magistrada do MPF não interessa, pois ele está comunicando que vai visitar Lula de qualquer jeito.

O líder petista acredita que o ex-presidente talvez esteja sofrendo [VIDEO] tratamento diferenciado de outros presos, os quais não passaram pelo constrangimento de terem seus pedidos negados pela Juíza Carolina Moura. Na verdade, Pimenta argumentou que Lula está passando por sérias dificuldades e eles vão acompanhar de perto a situação do ex-presidente.

Por fim, Paulo Pimenta alertou que, se Lula for maltratado ou impedido de exercer seus direitos, a violação será uma espécie de "agressão ao Legislativo", além dos responsáveis, serem acionados criminalmente e administrativamente pelo PT.